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<< ECONOMIA Em um ano, sorocabano paga R$ 20 a mais na cesta básica Contudo, na diferença de um mês, há queda de R$ 1,73

Publicada em 09/02/2017 às 14:40
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(Foto: Fernando Rezende)
O preço da cesta básica em Sorocaba, em janeiro deste ano, quando comparado com o mesmo mês de 2016, teve um aumento de 3,65%, ou seja, R$ 21,03 pagos a mais pelo consumidor. Quando comparado com o mês anterior, a cesta apresentou queda de -0,29%, passando de R$ 598,25 para R$ 596,52 – R$ 1,73 pago a menos pelo consumidor. Os dados constam no boletim mensal do Laboratório de Ciências Aplicadas da Universidade de Sorocaba (Uniso), divulgado nesta quarta-feira (8). 
 
Os grupos de bens que compõem a cesta básica tiveram, em janeiro de 2017, as seguintes variações de preço em relação ao mês anterior: alimentação (-0,33%); limpeza de (-0,32%) e higiene pessoal (0,14%). Os produtos que mais contribuíram para essa queda foram feijão, muçarela fatiada, carne de 1ª e de 2ª e batata.
 
Dos 34 itens pesquisados, o feijão foi o que mais apresentou queda (-11,71%), cotado a R$ 6,11, o quilo, ante R$ 6,92, em dezembro. Esse é o sexto mês seguido de queda depois de ter atingido sua maior cotação em julho de 2016 (R$ 11,74 o quilo). De lá para cá, o preço do feijão já apresenta uma queda acumulada de 48%. O principal motivo é o aumento da oferta devido ao maior plantio do grão e a retração na demanda provocada pela crise econômica. 
 
Já a batata foi o segundo produto que apresentou queda no mês, tratando-se do terceiro decréscimo consecutivo, passando de R$ 2,09, o quilo, para R$ 1,92 em janeiro. Essa queda foi consequência de uma grande oferta no mercado, propiciada, em boa medida, pelo bom tempo. Normalmente, em janeiro de cada ano, a batata costuma ter alta, assim foi em 2016 e 2015, quando houve aumento de 17% e 31%, simultaneamente, no seu preço em relação a dezembro do ano anterior.
 
Outro item que também teve forte baixa foi o alho (-4,11%), passando de R$ 4,38, em dezembro, para R$ 4,20, no mês de janeiro. No entanto, em relação a janeiro do ano anterior, o alho está 4,2% mais caro; na época, seu custo era R$ 4,03. 
 
Por outro lado, o óleo de soja foi o produto que mais apresentou alta (8,14%), cotado a R$ 3,72 em janeiro. O aumento deu-se pelo alto custo da soja, que é seu principal insumo. Depois de atingir seu menor preço em outubro de 2016 (R$ 3,13), o valor do óleo de soja teve sucessivos aumentos. O resultado de janeiro é o terceiro mês seguido de alta. 
 
Por sua vez, o leite longa vida também apresentou alta (3,70%), cotado a R$ 2,80, o litro, ante R$ 2,70, em dezembro. Após quatro meses de quedas consecutivas, a baixa produção em algumas regiões do País deu suporte para o preço do leite voltar a aumentar. A redução do ritmo de crescimento da oferta foi afetada pelo excesso de chuva na Região Sul e pelo baixo volume de precipitação em Goiás e Minas, que são grandes regiões produtoras. Comparando com janeiro do ano anterior, o leite está 6,9% mais caro, na época sua cotação era R$ 2,62.
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