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<< ECONOMIA Painel solar é opção para gerar economia

Publicada em 06/02/2017 às 20:35
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Custo de instalação é coberto após seis anos de uso (Foto: ABr)

Para reduzir custos com distribuidoras de eletricidade e manter a harmonia com o meio ambiente através de energia “limpa”, a instalação de painéis solares é um modo eficiente de preencher ambos os requisitos. De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), 23 microgeradores fotovoltaicos foram instalados em Sorocaba em 2016 para abastecer consumo residencial e comercial.

A Resolução Normativa nº 482 de 17 de abril de 2012 da Aneel estabelece condições gerais para o acesso de micro e minigeração aos sistemas de distribuição de energia elétrica, e criou o sistema de compensação de energia elétrica correspondente, de acordo com cartilha da instituição. Tais gerações de energia consistem no uso de pequenas centrais que utilizam fontes renováveis ou cogeração qualificada.

O retorno do investimento de um painel solar chega por volta de cinco a seis anos após a aquisição do produto, segundo Paulo Bernardes, proprietário de uma empresa sorocabana que instala os painéis. “O sistema tem garantia de 10 anos e vida útil de 25; logo, o retorno se dá antes do término da vida útil”, esclarece.

Bernardes explica que o painel solar atua em conjunto com a rede elétrica. “O fotovoltaico liga-se em paralelo à rede da CPFL, gerando energia em excesso para o local e a conta de luz diminui como consequência.” A instalação para energia solar não interfere na instalação de rede da residência. “O resultado é uma conta de luz menor ou quase nula”, relata.

A Aneel ainda decretou o Sistema de Compensação de Energia Elétrica, através da Resolução n° 482/2012. Assim, a energia excedente gerada pela unidade consumidora é injetada na rede da distribuidora, a qual funcionará como uma bateria de armazenamento.

Com mais de 10 instalações na cidade e cerca de 60 em todo o Estado, Bernardes esclarece que basta o local receber luminosidade solar que a energia pode ser gerada. Sombras, porém, podem prejudicar o sistema, permitindo que menos energia seja produzida.

“Quando acaba a energia ou tem apagão, a energia continua funcionando”, observa João Pedro Amamura, estudante, que possui o painel fotovoltaico na residência do Jardim Ângelo Vial, zona sul, há seis meses. “A gente achou que a longo prazo seria mais econômico.” Segundo Amamura, a casa tem alta demanda de energia, motivo pelo qual as placas solares não são o suficiente.

No Jardim Belverde, zona oeste, a casa de Gunther Hugo Gortz, aposentado, tem recebido a conta de luz com valor mínimo desde setembro, mesmo com ar-condicionado em todos os quartos. “É uma tecnologia que já está presente em vários países de primeiro mundo e significa sustentabilidade”, justifica.

No verão, Gortz sentiu a potência do gerador e acredita que a região Sudeste do Brasil pode beneficiar-se dos painéis fotovoltaicos devido à alta incidência solar. “Mas devia haver um financiamento, um subsídio do governo para a compra”, lamenta. O aposentado informou-se para fazer a melhor compra e torce para que a cidade chegue ao patamar de utilização de energias renováveis. “Sorocaba devia mostrar que está na frente. É triste.”

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