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<< CULTURA Mocidade Independente chega para fomentar a festa Escola homenageia o humorista Simplício no primeiro desfile

Publicada em 04/02/2017 às 09:58
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(Foto: Fernando Rezende)
CARNAVAL 2017
 
Em época de crise econômica, as escolas de samba têm todas as desculpas para não levar ideias adiante. Esse com certeza não foi o caso da Mocidade Independente de Sorocaba, novata de cores verde e rosa que nasceu em 15 de novembro de 2016 e fará o primeiro desfile neste ano, com uma homenagem ao centenário do humorista ituano, Simplício.
 
Com ajuda da coirmã Mocidade Independente de Itu, a escola prepara-se para o carnaval com a intenção de aglutinar pessoas de cidades que não terão festa e fazer crescer a celebração sorocabana. O presidente da escola, Marcelo Mello, anima-se ao contar que muitas pessoas que nunca participaram do carnaval os procuraram. "Em questão de 48 horas, as três alas que já estavam prontas se esgotarão", diz.
 
Com a Mocidade, Sorocaba contabiliza 10 escolas de samba na avenida. "A ideia era somar e cabia mais uma escola na cidade. A gente tem muito a acrescentar", afirma Mello. A ideia de contar a trajetória de Simplício fará com que o desfile mostre diversos aspectos das artes nas quais o humorista se envolveu. A 1ª ala será sobre música, a 2ª sobre rádio e a 3ª sobre teatro, e, ainda, as passistas em referência a programas de televisão e baianas em alusão ao cinema.
 
"O Simplício tem tudo a ver com carnaval. Em 1973, ele foi diretor de Cultura em Itu e ajudou a instituir a competição de cordões e escolas de samba", explica o presidente. 
 
Para fazer os preparativos, a Mocidade, que tem sede no bairro Mineirão, instalou o ateliê junto à coirmã, em Itu. "Já é difícil fazer carnaval, mas sendo uma escola nova é mais ainda. Por mais que fale que vai reaproveitar fantasia, sempre acaba gastando", comenta Mello.
 
A escola declara estar satisfeita com o apoio da Prefeitura e da Secretaria da Educação. "Nenhuma cidade da região está fazendo carnaval e a dificuldade é em nível Brasil", esclarece. "Com a mudança dos governos municipais, muitos alegam a crise como lembrança. Aqui eles se sobressaíram com a questão de não deixar a festa acabar."
 
O que anima Mello é a parceria permanente em negociação com o poder público. "Não é só receber verba, as escolas estariam trabalhando o ano inteiro em projetos sociais da Prefeitura." Tal fato possibilitaria justificar o dinheiro utilizado no carnaval, fazendo com que a população entendesse melhor o sentido da celebração, segundo o presidente. "A gente tem que entender as coisas antes de parar para julgar. Imagine aula de percussão, música, corte e costura e marcenaria, com custo zero", sugere. "É como se a Prefeitura pagasse um cachê para apresentarmos algo bonito para a cidade."
 
Com uma equipe de 20 voluntários e junto ao vice-presidente, Gilson Medeiros, e ao carnavalesco, Júnior Ferrari, Mello acredita que o carnaval ainda é o maior teatro vivo do Brasil e diz que a paixão é o que o motiva a continuar. "Gostar de carnaval e o que a cultura representa é respeitar nossas raízes afrobrasileiras."
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