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<< POLÍCIA Justiça não levará adiante caso de estelionato de PM em aeroclube

Publicada em 29/01/2017 às 08:35
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A Justiça não acatou o pedido da Polícia Civil de Sorocaba de afastar e proibir a entrada na sede do Aeroclube de Sorocaba do presidente e dois diretores da instituição (o tenente-coronel da PM Marcos Antônio Ramos, e Mário Rozas e Jair Ângelo) indiciados no começo do mês por estelionato e associação criminosa.
 
Para a juíza Karla Peregrino Sotilo, não há provas de que houve uma fraude ou vontade de ludibriar as vítimas para obter vantagem. Para caracterizar o crime, segundo a juíza, é necessário comprovar alguma fraude, e que para ela houve um calote no descumprimento de contratos. Isso não seria crime, segundo a juíza.
 
A denúncia contra o trio que resultou em indiciamento é que eles não cumpriram contratos assinados com alunos do Curso de Piloto, principalmente em relação às aulas práticas. Um dos alunos que denunciou o caso à polícia afirma que perdeu quase R$ 15 mil em aulas que pagou e não conseguiu voar. Ele e outro alunos afirmaram que era necessário depositar dinheiro na conta pessoal do coronel, referente à cobrança das aulas. 
 
A Justiça afirma que a abertura da conta foi autorizada em assembleia a fim de garantir a continuidade dos serviços do Aeroclube, que passava por dificuldades financeiras, e que com isso, não há irregularidade na ação.
 
O Ministério Púbico pediu que a investigação continue, e mais pessoas devem ser ouvidas, com o andamento de novas investigações. É esperado, inclusive, o depoimento do próprio coronel Ramos, e dos outros dois diretores, já que eles não compareceram na Delegacia Seccional de Sorocaba quando convocados, no começo do mês. A defesa jurídica do coronel já tinha afirmado que as acusações eram infundadas e que provaria que a situação seria esclarecida na Justiça.
 
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