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Diário de Sorocaba

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<< EDITORIAL Gastança condenável

Publicada em 28/01/2017 às 07:04
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Todo mundo sabe muito bem do potencial brasileiro para crescer e se desenvolver, através de todos os seus municípios, em benefício de toda a Nação. Não é de hoje, por exemplo, que a situação econômica do Brasil é de intensa nebulosidade e de pouca expansão, praticamente estagnada nos últimos cinco anos. Neste período de vacas magras, quando as empresas, o comércio, os trabalhadores e a população em geral foram obrigados a enfrentar um sufoco paralisante que inibiu todas as atividades produtivas, o País só andou para trás. As coisas só não estiveram piores graças ao arrojo da iniciativa privada.
 
É oportuno lembrar que, caso o dinheiro jogado fora com coisas inúteis não fosse tanto, com certeza os brasileiros estariam numa situação bem melhor. Claro que sempre será necessária a contratação de mais profissionais para a saúde, educação, segurança pública e outras atividades de responsabilidade da União. O que ocorre, porém, é que a gastança é muito maior para coisas inúteis que não significam nada para a população em geral. O governo federal e muitos municípios não fazem questão nenhuma de reduzir seus gastos, jogando a conta de tudo em cima dos contribuintes. 
 
Na realidade, os políticos e a sociedade brasileira organizada deveriam batalhar com mais empenho para reverter essa deplorável situação que só prejudica o País. Mais do que nunca, o que se impõe mesmo é a implantação de uma nova estratégia de rigor fiscal e de eficiência administrativa que, impedindo a expansão da gastança irresponsável, garanta recursos para investimentos nas áreas de infraestrutura e de modernização do País. 
 
Se os governantes em geral fizessem uma ampla revisão dos cargos públicos e da importância de cada um deles, certamente contribuiriam, e muito, para reduzir a burocracia, ou seja, os trâmites que fazem o cidadão perder um tempo precioso para resolver seus problemas. Se fossem menos os cargos, tudo poderia andar mais rápido e evitar, inclusive, os casos de corrupção e pagamento de propinas.
 
Infelizmente, não é o que acontece, com os governantes preferindo criar novos cargos para abrigar apaniguados políticos, inchando a máquina pública e tornando tudo muito mais difícil, enquanto só sabem reclamar do trabalho desenvolvido por seus antecessores. Os administradores parecem não saber que o número excessivo de funcionários em determinados órgãos só contribui para complicar e não facilitar as coisas, fazendo o poder público se tornar mais lento, ineficiente e desorganizado. Com tanta gente sobrando e não fazendo nada, é claro que os governantes precisam arrecadar mais e mais impostos, caso contrário fica difícil manter em dia os gastos da máquina administrativa. 
 
Em razão de tudo isso é que os brasileiros vão se empobrecendo, fazendo de tudo para tentar manter equilibrado o orçamento doméstico, mas a grande maioria não consegue, endividando-se o ano inteiro. 
 
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