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<< SAÚDE Saúde convoca 48 prefeitos da região para debater estratégias contra dengue

Publicada em 27/01/2017 às 07:06
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Com o objetivo de reforçar e aprimorar estratégias de prevenção e enfrentamento à dengue, zika, chicungunha e febre amarela, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo faz na próxima segunda-feira (30), na Capital paulista, um grande encontro estadual sobre Arboviroses, que deverá contar com a participação de prefeitos e secretários municipais de Saúde das 48 cidades da Região Metropolitana de Sorocaba e dos demais 597 municípios paulistas.
 
A pasta considera fundamental que todos os gestores municipais compareçam, uma vez que serão apresentados dados e orientações sobre o panorama atual das Arboviroses em São Paulo. A par disso, serão discutidas ações de combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor de dengue, zika e chicungunha, assim como as medidas de vigilância e imunização referentes à febre amarela. 
 
“A presença de todos os prefeitos e secretários de Saúde neste evento é indispensável para que possamos manter o compromisso coletivo na luta contra as Arboviroses. Queremos melhorar resultados já exitosos, decorrentes das parcerias e mobilizações fortalecidas nos últimos anos”, enfatiza o secretário de Estado da Saúde de São Paulo, David Uip.
 
BALANÇOS - O Estado de São Paulo tem avançado na prevenção e combate contínuo às Arboviroses, por meio da campanha “Todos Juntos contra o Aedes aegypti”, que agrega ações de combate ao mosquito programadas pela Sala de Comando e Controle Estadual das Arboviroses.
 
Os resultados mais expressivos são verificados no número de casos de dengue. Segundo dados informados pelos municípios por intermédio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, o balanço caiu 76,3% em 2016, em comparação com o ano anterior. No ano passado, foram confirmados 162.053 casos da doença no Estado. Em 2015, o número total de casos foi de 684.360. Comparado ao número de óbitos, a diminuição foi ainda maior, passando de 488, em 2015, para 97 óbitos no ano passado, o que representa uma queda de 80%. Na primeira quinzena de janeiro de 2017, foram confirmados 23 casos e não houve óbito.
 
Em relação à chicungunha, há apenas um caso autóctone confirmado neste ano; em 2016, foram 1.084, entre autóctones e importados. Não há nenhum caso de zika registrado, em 2017; no último, foram confirmados 4.086 casos da doença. 
 
Quanto à febre amarela silvestre, há três óbitos confirmados em 2017, um deles importado de Minas Gerais (com notificação em Santana do Parnaíba) e dois autóctones, dos municípios de Batatais e Américo Brasiliense, localizados no interior paulista. Também estão em investigação outros 10 casos de febre amarela silvestre de pessoas que estiveram no Estado de Minas Gerais, e três deles evoluíram para óbito. 
 
No ano passado, foram confirmados dois óbitos pela doença: um em abril, no município de Bady Bassit, cujo local provável de infecção foi a chamada “mata dos macacos”, no município de São José do Rio Preto; e outro em Ribeirão Preto, também em área próxima à mata.
 
Desde o ano passado até o momento, foram confirmadas 24 epizootias (situação de adoecimento ou óbito) de primatas não humanos para febre amarela, correspondentes a 31 primatas, nas regiões de Ribeirão Preto, Barretos, Franca e São José do Rio Preto.
 
Entre meados de 2016 e janeiro deste ano, São Paulo recebeu 2 milhões de doses da vacina do Ministério da Saúde, e está intensificando as ações de imunização. 
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