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<< BRASIL Cerveró tenta ampliar delação premiada na Operação Lava-Jato

Publicada em 27/01/2017 às 06:55
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O Ministério Público Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), no fim do ano passado, que incluísse três novos anexos à delação premiada de Nestor Cerveró, ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, após ele apresentar novos fatos sobre a corrupção na empresa.
 
Em um de seus últimos atos como relator da “Operação Lava-Jato”, o ministro do STF, Teori Zavascki, no entanto, negou o pedido do Ministério Público Federal, alegando que isso poderia prejudicar a apreciação da delação original. Ele, entretanto, não descartou os novos fatos, ordenando que fossem apurados em uma nova investigação, sob sigilo.
 
No despacho em que indeferiu a homologação dos novos anexos, tornado público ontem, Zavascki revelou alguns dos argumentos do Ministério Público Federal a favor da inclusão dos novos depoimentos, que são sigilosos, na delação premiada de Cerveró.
 
De acordo com o Ministério Público Federal, os novos fatos dizem respeito ao pagamento de vantagens indevidas para a ampliação de instalações da BR Distribuidora; à aquisição de precatórios pela Petrobras e pela BR Distribuidora; e ao pagamento de propina para o fornecimento de asfalto em Mato Grosso. Cerveró citou o nome de uma alta autoridade do Estado como envolvida no esquema.
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