Terça-Feira, 17 de Setembro de 2019

Diário de Sorocaba





Leia a edição impressa na íntegra


Clique aqui para acessar a edição do dia
buscar

<< BRASIL Supremo autoriza novos depoimentos da Odebrecht Liberação ocorre três dias após morte do ministro Teori Zavascki, relator da ?Lava-Jato?

Publicada em 25/01/2017 às 06:50
Compartilhe: IMPRIMIR INDICAR COMENTAR

Três dias após a morte do ministro Teori Zavascki, relator da “Lava-Jato” no Supremo Tribunal Federal (STF), a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, determinou na segunda-feira (23) a retomada das audiências para homologação dos acordos de delação premiada de 77 executivos, funcionários e ex-funcionários da Odebrecht, a maior colaboração desde o começo da força-tarefa. 
 
Com isso, os depoimentos perante os juízes auxiliares que estavam previstos para a semana passada foram retomados. Essas audiências buscam, nesta etapa, a confirmação dos relatos gravados em vídeo pelos procuradores da força-tarefa da maior operação já deflagrada contra a corrupção no País. Os juízes indagam dos colaboradores se falaram espontaneamente ou se sentiram pressionados. 
 
Três juízes auxiliares que foram convocados para atuar no gabinete de Teori devem tomar depoimentos dos delatores e reiterar os termos dos acordos, como multa que será paga, benefícios e compromissos assumidos. Os depoimentos das delações em si, que detalham esquemas de corrupção e implicam centenas de políticos dos principais partidos, ficam para a próxima fase. 
 
Mesmo com a morte do ministro, os magistrados auxiliares seguem no gabinete até que o sucessor assuma e decida se vai manter a equipe. De acordo com o cronograma que vinha sendo seguido pelo gabinete, os juízes devem viajar para capitais, onde irão ouvir os colaboradores. Em dezembro, os procuradores viajaram para ouvir os mais de 900 depoimentos dos delatores ligados à empreiteira.
 
‘RESPOSTAS’ – O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cláudio Lamachia, elogiou a decisão de Cármen Lúcia. “A sociedade precisa de respostas e, por isso, é necessário dar celeridade aos processos da ‘Lava-Jato’, de modo a diminuir a insegurança e destravar o País”, disse Lamachia, que, no domingo (22), cobrou que a presidente do STF decidisse o quanto antes sobre o caso. 
 
VAGA – A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) lançou um edital para compor uma lista tríplice com nomes de juízes federais que poderiam ocupar a vaga deixada pelo ministro Teori, morto em uma queda de avião na quinta-feira (19). Cada associado da Ajufe terá até hoje para indicar nomes de três juízes federais que poderiam ocupar a vaga de Teori.
 
Os nomes podem ser membros ou não da associação. Segundo o edital, os indicados serão consultados antes de terem o nome encaminhado ao presidente Michel Temer. A Constituição Federal coloca como critério para a indicação de ministro do STF somente que seja cidadão com mais de 35 e menos de 65 anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada.
 
 
Após analisar áudios, Cenipa
não vê anormalidade em avião
 
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) informou ontem que conseguiu recuperar dados captados pelo gravador de voz da cabine do avião que transportava o ministro do STF, Teori Zavascki, que caiu no dia 19 deste mês, em Paraty, no litoral sul do Rio de Janeiro. A análise preliminar dos dados não aponta qualquer anormalidade nos sistemas da aeronave, segundo o Cenipa. 
 
De acordo com o chefe da Divisão das Operações do Cenipa, coronel Marcelo Moreno, os técnicos conseguiram extrair integralmente todos os sons gravados durante os 30 minutos que antecederam a queda do avião, pertencente ao empresário Carlos Alberto Filgueiras, dono do grupo hoteleiro Emiliano e de outros empreendimentos imobiliários. 
 
“Felizmente, conseguimos extrair com sucesso os dados armazenados no chip de memória do gravador de voz. Cem por cento do que estava gravado foram extraídos; os últimos 30 minutos que antecederam o acidente”, afirmou o coronel ao acrescentar que as informações obtidas estão sendo avaliadas por uma equipe do laboratório de leitura e análise de dados de gravadores de voo do Cenipa. 
 
“A análise é muito detalhada. Temos de transcrever todo o áudio, analisar todas as informações produzidas pela tripulação, como as vozes, além de todos os outros sons que nos permitam identificar, por exemplo, o abaixamento de um trem de pouso ou acionamento de outro equipamento que nos permita corroborar com a investigação”, disse o coronel. 
 
O equipamento foi resgatado por mergulhadores na tarde de sexta-feira (20). Após tratá-lo para evitar a corrosão pela água salgada do mar, os técnicos do Cenipa extraíram o áudio e, agora, passarão a analisar as informações em conjunto. O avião caiu no mar durante uma tentativa de pouso no aeroporto de Paraty. Os destroços da aero

 

Não há comentários nessa notícia.Seja o primeiro a comentar