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Diário de Sorocaba

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<< EDITORIAL A claridade que se espera

Publicada em 25/01/2017 às 06:46
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Apesar dos trancos e barrancos que também vão se sucedendo em 2017 no cenário  político, econômico e social, sem se falar de tantas outras tragédias, não se pode negar que algumas boas notícias ganharam os meios de comunicação neste início do ano. Talvez a principal delas tenha sido o anúncio da inflação do ano passado ter ficado em 6,29%, abaixo do limite máximo fixado pelo Banco Central, que foi de 6,5%. Logo depois, o Comitê de Política Monetária do BC, promoveu um corte mais forte do que o esperado na taxa básica de juros (Selic), de 0,75%, passando a 13% ao ano. E parece que um novo corte está a caminho, segundo alguns economistas.  
 
Claro que a inflação mais baixa não deixa de ser uma consequência direta da profunda recessão econômica. Com todos os negócios em baixa e os consumidores distantes das lojas, em função do desemprego e da queda de renda, é natural que a escalada de preços tenha estagnado um pouco mais. Como não poderia deixar de ser, esses pontos da economia acabam sendo animadores. Inflação e juros menores trazem boas perspectivas. Se os preços não sobem, o que se preserva é o poder de compra da população. Além disso, taxa de juros menores significam um incentivo importante no sentido de provocar maior confiança nos empresários e consumidores, que é fundamental no processo de crescimento.    
 
Outro ponto positivo foi que a produção industrial cresceu um pouco mais em novembro e dezembro, alimentando a expectativa de que a situação começou a melhorar depois de quase trinta meses seguidos de retração. Trata-se de um sinal importante em uma atividade que vem sofrendo bastante com a crise que tomou conta do Brasil de dois anos para cá. 
 
Pode ser até que tudo isso seja muito pouco em um país de grande potencial e que reúne condições de se expandir como nenhum outro. Mas também não deixa de ser uma esperança a mais de que as coisas podem melhorar daqui para frente. Claro que não se pode concluir que a recuperação está consolidada e avançando a passos largos. Não se trata disso, até em razão de o comércio e os serviços ainda estarem sofrendo muito. Da mesma forma, o desemprego continua avançando por todo o Brasil, tudo indicando que continuará se expandindo pelo menos até o primeiro semestre deste ano. 
 
Naturalmente, não se pode alimentar ilusões ou achar que as saídas serão fáceis. Todavia, perspectivas favoráveis começam a se descortinar, indicando que a recuperação poderá seguir em frente de maneira lenta e gradual. Neste momento, o mais importante de tudo é observar que uma luz no fim do túnel começa a surgir, mostrando que as coisas podem evoluir com seriedade e perseverança. Todos precisam fazer a sua parte para que a claridade possa despontar o quando antes. 
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