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<< INTERNACIONAL Entrada de brasileiros nos EUA poderá ser facilitada

Publicada em 21/01/2017 às 08:22
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A entrada de brasileiros nos Estados Unidos poderá ser simplificada com Donald Trump, segundo análise do embaixador do Brasil em Washington, Sérgio Amaral. Ele disse acreditar que, a curto prazo, a concessão de vistos àqueles que fazem visitas frequentes ao país, seja a negócios ou para algum tipo de intercâmbio, poderá ser facilitada.
 
Já a total isenção de visto para brasileiros que queiram visitar os Estados Unidos ainda deve demorar mais. "A concessão de vistos poderá ser facilitada para os que fazem visitas frequentes, muitas vezes a negócios ou intercâmbio universitário e acadêmico, para aqueles que viajam com frequência e que tiram vistos com mais frequência.”
 
A intenção é de que o Brasil integre a lista de países cujos cidadãos possam participar do programa Global Entry (Entrada Global), que simplifica a entrada dos visitantes, informou o ministro. Atualmente, participam do programa a Colômbia, o Reino Unido, Alemanha, Panamá, Singapura, Coreia do Sul, Países Baixos e cidadãos mexicanos.
 
Já a isenção de visto para que brasileiros visitem o país ainda deve demorar. Isso porque, para que a questão seja discutida nos Estados Unidos, é preciso que o país solicitante tenha um índice menor a 3% de pedidos de visto negados. "Com o agravamento da crise no Brasil, a porcentagem de pedidos de visto negados aumentou", diz Amaral.
 
Durante a campanha, Trump repercutiu ideias e acentuou debates protecionistas e de restrição comercial que devem atingir países como a China e o México. Na avaliação de Amaral, o Brasil não deve ser impactado. "O Brasil não tira investimento dos Estados Unidos e leva para o nosso País, reduzindo as possibilidades de emprego.
 
"O novo governo americano vai dar importância ao componente empresarial. O próprio presidente eleito já disse que quer que empresas americanas desempenhem um papel importante na diplomacia americana e que os Estados Unidos tenderão a privilegiar acordos bilaterais de comércio e investimento. Para nós, isso é uma grande vantagem", diz. 
 
De acordo com o embaixador, Brasil e Estados Unidos deverão ajustar cada vez mais os critérios que dificultam a entrada de produtos em solo americano. Isso significa uma convergência regulatória que aproxime os critérios de identificação de produtos, de qualidade, de segurança sanitária, e outros.
 
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