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Diário de Sorocaba

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<< EDITORIAL Desafios a serem vencidos

Publicada em 19/01/2017 às 06:38
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Daqui para frente, nos próximos quatro anos, não será das mais fáceis a tarefa de todos os prefeitos eleitos no ano passado. Na esteira da crise macroeconômica e do forte desequilíbrio fiscal de quase todos os Estados, muitos municípios quebraram ou estão endividados até o pescoço. Não foram poucos os que já declararam estado de calamidade financeira, enquanto outros não conseguiram nem efetuar o pagamento do 13º salário aos servidores municipais.  
 
Na verdade, em cima da crise institucional, ética e política, o que se viu foi os eleitores optarem pela substituição dos administradores locais. Sabe-se, também, que a crise econômica e social fez crescer a demanda pelos serviços municipais, enquanto as receitas, em centenas deles, caíram drasticamente. Segundo consta, nos três últimos anos, as prefeituras de todo o País acumularam perdas de quase R$ 12 bilhões na cota-parte do ICMS. O Fundo de Participação dos Municípios (FPM) registrou queda em torno de 6% no ano passado, enquanto a cobrança de IPTU acabou tendo um fraco desempenho. Da mesma forma, a retração nos setores da construção civil e imobiliário também prejudicou o ITBI, numa queda de quase 8% só em 2015. Como se constata, a situação não foi e continua não sendo das melhores para os mais de 5.570 municípios brasileiros, sem se falar que o desemprego deverá ampliar a demanda por serviços de saúde, abalando ainda mais as finanças municipais.                                 
 
Nem é preciso dizer que, dessa forma, os novos mandatários praticamente serão obrigados a prestar mais serviços com os mesmos recursos, consagrando-se daí um problema dos mais sérios para todos. Diante de tal cenário, não resta a menor dúvida de que os prefeitos terão de ter muita criatividade, bom senso e determinação para modernizar a gestão pública e melhorar a qualidade dos serviços públicos. Não se consegue governar contentando a todos. E, em período de crise, isso se acentua: a necessidade de tomar medidas duras cria resistências. Devem, portanto, ser redobrados os cuidados e formas de articular os interesses da coletividade. 
 
O que se espera é que as esferas maiores da administração pública possam apoiar financeiramente todos os municípios, até porque é neles que toda a grandeza do Brasil é produzida. Este é um detalhe que ninguém pode ignorar. Portanto, liberar mais recursos aos municípios, onde tudo acontece, não é favor nenhum, mas obrigação dos governos estaduais e da União.                           
 
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