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<< INTERNACIONAL Superlotação e gangues são problemas comuns a prisões do Brasil e dos EUA

Publicada em 17/01/2017 às 06:35
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A população encarcerada é de cerca de 2,3 milhões nos Estados Unidos
Assim como no Brasil, nos EUA, a superlotação e a disputa estão entre os problemas do sistema penitenciário. “Meu olhar é estrangeiro, mas nos dois episódios, no Amazonas e em Roraima, vimos como ponto comum a luta entre as gangues para controle interno e externo sobre o mercado de drogas”, disse o juiz federal norte-americano Peter Messitte.
 
Ele viveu no Brasil na juventude, participou de projetos no Conselho Nacional de Justiça e acompanha o sistema judiciário brasileiro. Messitte acompanhou a repercussão dos dois massacres no Brasil - o de Manaus, no Amazonas, e de Boa Vista, em Roraima. "O que mais chamou a atenção foi a extrema violência nos dois casos.”
 
A população encarcerada é de cerca de 2,3 milhões nos Estados Unidos, país com o maior número de presos no mundo - são 753 para cada 100 mil habitantes. O Brasil é o quarto colocado na lista dos países com mais detentos. Messitte ressaltou que os dois têm presídios superlotados e problemas derivados desse fato, entre eles má-condição de vida.
 
O juiz acrescentou que, em curto prazo, a iniciativa mais importante seria mapear as gangues formadas no interior das prisões e separá-las. “É preciso separar os integrantes das gangues para diminuir o poder de ação delas e neutralizá-las.” 
 
Peter Messitte destacou uma diferença entre os dois países. “Aqui nos Estados Unidos, as gangues nas prisões dividem-se também pela raça e etnia”, ressaltou. Segundo o Federal Bureau of Prisions (Agência Federal de Prisões), a maioria dos detentos do país é formada por pessoas da raça branca (69%), 12% são negros e 12,5% são hispânicos.
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