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Diário de Sorocaba

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<< EDITORIAL A racionalidade e os instintos primitivos

Publicada em 17/01/2017 às 06:28
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Não deixa de ser um fato constrangedor e tenebroso ver um país como o Brasil, que sempre foi tido como pacifista, com cenas tão grandes de barbárie nas ruas, dentro de casa, nos presídios ou seja lá onde for. A quantidade de mortos no Brasil sem qualquer motivo é enorme. As mortes causadas nas duas grandes guerras mundiais não significam nada diante do que vem acontecendo no País todos os anos, sem se falar que vão aumentando cada vez mais. O que se observa é que em vez de melhorar como pessoa humana e racional, o brasileiro vai piorando sem parar, extravasando a todo instante a sua ferocidade, que amedronta a todos. Basta analisar os casos que diariamente são registrados pela imprensa, como a degola e o esquartejamento de detentos dentro das prisões, num verdadeiro festim diabólico.
 
Neste ano, com mais de 120 mortos só nos presídios do norte e nordeste do País, o que se constata é algo estarrecedor, numa clara ausência da omissão e das  ações positivas dos governantes e das autoridades competentes. Dessa maneira, levando-se em conta que ao longo dos anos ninguém fez nada para conter a estupidez humana, o que se pode esperar do Brasil no futuro em termos de paz, progresso e civilidade? Todos sabem que os presídios existem justamente para isolar os indivíduos condenados da sociedade. Mas qualquer pessoa, dotada de mínima racionalidade sente repugnância à prisão, não pela prisão em si, mas, na verdade, pelas condições que estão disponíveis aos presidiários.         
 
Infelizmente, o ser humano é um, individualmente, mas completamente diferente quando se junta a um grupo de pessoas. Provavelmente, em função disso, é que haja uma explicação para as cenas que todos os dias vão impactando e chocando a sensibilidade das pessoas com tantas atrocidades. Parece que a solidariedade une as pessoas tanto para o bem como para o mal. Todo mundo pode pensar e agir de maneira solidária no exercício da cidadania, ou seja, para as campanhas em favor do bem geral, como nas manifestações pacíficas e democráticas, mas, por outro lado, também pode se unir para o mal, a exemplo das matanças que são praticadas por grupos de bárbaros, como ocorria na Idade Média. Racionalidadade e bom senso se contrapõem aos instintos mais primitivos e violentos.          
 
A pergunta que se faz é esta: o que fazer para reduzir o número de 50 mil mortes violentas que ocorrem no Brasil todos os anos? Não é fácil respondê-la, mas o que se espera é que os homens públicos, as autoridades constituídas, a sociedade brasileira e a presença de Deus no coração de cada pessoa possam fazer com que a irracionalidade humana no Brasil possa ser reduzida o quanto antes.
 
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