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Diário de Sorocaba

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<< INTERNACIONAL Trump promete investigação sobre hackers em até 90 dias

Publicada em 14/01/2017 às 06:16
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O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu apresentar em um prazo de 90 dias um relatório completo sobre os supostos casos de hacker e espionagem, que têm causado alvoroço no país na semana passada.
 
Em postagens ontem no Twitter, o magnata republicano voltou a falar sobre a veiculação de notícias falsas e sugeriu que foi alvo de um complô de seus oponentes políticos, tanto democratas quanto republicanos, e de um espião falido que tem medo de ser processado. "Meu povo terá um relatório completo sobre hacking dentro de 90 dias!", escreveu o vencedor das eleições de novembro à Casa Branca.
 
Trump, que tomará posse no próximo dia 20, tem negado veementemente que a Rússia tenha informações comprometedoras sobre sua vida pessoal, como vídeos de orgias durante viagens que fizera a Moscou quando ainda não era candidato. A possibilidade de a Rússia possuir um "dossiê" contra Trump para chantageá-lo foi levantada em um relatório escrito pelo ex-agente britânico Christopher Steele, 52 anos, que atualmente é proprietário da consultoria Orbis Business Intelligence.
 
Em um estudo de 35 páginas que chegou a ser apresentado pelo FBI a Trump e ao presidente dos EUA, Barack Obama, o britânico, que trabalhou por 20 anos em Moscou, afirmava que o governo russo possui uma série de dados sobre Trump. Esse relatório veio à tona nesta semana por meio da rede CNN e do site Buzzfeed. A Rússia negou que esse dossiê contra Trump exista, enquanto o republicano acusou a mídia de publicar "notícias falsas" e se recusou a responder a um repórter da CNN durante uma coletiva de imprensa.
 
Em meio a esta crise, Trump mudou o tom contra Moscou e admitiu pela primeira vez que hackers russos poderiam estar envolvidos em ataques contra computadores do Partido Democrata durante a campanha eleitoral no ano passado. Segundo ele, equipamentos do Partido Republicano também teriam sofrido uma tentativa de espionagem. A declaração vai na contramão da postura adotada pelo magnata durante toda a eleição, que era de amizade com o líder russo, Vladimir Putin, e de possível reaproximação entre Washington e Moscou.
 
 
Obama diz que conseguiu imprimir
estilo correto em administração 
 
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, admitiu que algumas vezes não conseguiu, durante o seu governo, obter o apoio da opinião pública americana para anular os ataques que sofreu de integrantes do Partido Republicano, legenda que tem maioria no Congresso.
 
Obama citou como exemplo disso sua frustrada decisão de nomear o juiz Merrick Garland para a Suprema Corte. A nomeação foi feita em março do ano passado, mas os senadores republicanos impediram a indicação de Garland ao Supremo Tribunal durante vários meses. Agora, com a posse do presidente eleito, Donald Trump, no dia 20, a possibilidade de condução de Garland à Suprema Corte ficou completamente descartada.
 
Em sua última entrevista antes de deixar o governo, o presidente norte-americano menciona o episódio para dizer que perdeu, algumas vezes, "a batalha de relações públicas". A entrevista foi dada ao programa "60 Minutos", que tem uma das maiores audiências da televisão americana. A entrevista vai ao ar no domingo (15), mas a emissora pela qual o programa é transmitido - a CBS -, antecipou na quinta-feira (12) alguns pontos abordados por Obama.
 
O presidente afirmou que conseguiu imprimir, no entanto, um estilo correto na administração do país. "Fazemos parte da primeira administração da história moderna que não teve um grande escândalo na Casa Branca", acrescentou.
 
Descontando alguns casos em que não ganhou a batalha de relações públicas, como a recusa do Senado em confirmar a indicação do juiz Garland para a Suprema Corte, Obama disse que em outras situações conseguiu moldar a opinião pública. "E fomos muito eficazes, eu fui muito eficaz na formação da opinião pública em torno das minhas campanhas." 
 
Para conseguir isso, porém, ele destacou que teve de tomar iniciativas para mobilizar a opinião pública com firmeza, para enfraquecer a determinação dos republicanos de se opor ao seu governo.
 
 
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