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Diário de Sorocaba

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<< EDITORIAL De olho no futuro

Publicada em 13/01/2017 às 07:20
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Apesar de o ano de 2016 ter fechado suas portas com um saldo extremamente negativo no que diz respeito à economia, à política, ao desemprego e aos baixos salários, sem se falar do sufoco dos aposentados e pensionistas, há neste início de 2017 um otimismo moderado por parte dos brasileiros em geral. Naturalmente, isso se deve aos efeitos da chegada de um novo ano, da redução da taxa Selic autorizada pelo Banco Central e da inflação em queda, embora ainda de maneira reduzida. Diante disso, reforça-se a esperança de que neste ano o poder público poderá se mostrar mais produtivo, particularmente no que diz respeito às carências sociais. Dessa forma, aumenta a responsabilidade do governo de fazer o que deve ser feito para corresponder às expectativas da população.   
 
Claro que não há como negar que em muitas áreas de atuação o desempenho da estrutura governamental continua devagar, até porque a arrecadação federal ficou comprometida no ano passado. Sempre é bom lembrar que os contingentes menos favorecidos têm demandas de longos anos que não foram atendidas, e tudo que se refere a elas continua intocado, ou seja, em estado de deficiência, prejudicando muita gente. 
 
É evidente que, neste começo de 2017, diante da tristeza da economia nos últimos três anos, as ações governamentais ainda estão muito longe de atender a todas as demandas. Basta observar a calamidade pública em que se transformaram muitos hospitais do governo em todo o País, além das deficiências que existem na maioria das escolas, das rodovias esburacadas e da insegurança em que todos vivem. 
 
O que se espera é que o governo de Michel Temer possa fazer frente a tudo isso, considerando-se que a economia brasileira está começando a respirar um pouco mais. É evidente que, diante da dimensão das tarefas, os avanços serão gradativos. Nada mudará radicalmente de uma hora para outra, mas é necessário que haja bom senso, austeridade, seriedade e boa vontade governamental para que tudo seja levado à frente de forma efetiva, sem que os planos elaborados sofram os pesares da falta de continuidade. Esse tipo de postura servirá, inclusive, para mostrar à população que algo está sendo feito concretamente no sentido de melhorar a qualidade de vida dos brasileiros. 
 
Cabe ao governo, portanto, se esforçar muito mais para justificar o otimismo com que a maioria da população está vendo o futuro. Para tanto, a palavra de ordem é investir pesadamente no social, com planejamento, de maneira sensata e sem os desperdícios, que só servem para arruinar o dinheiro pago pelos contribuintes.             
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