Sexta-Feira, 24 de Maio de 2019 ASSINE O DIÁRIO 15.3224.4123

Diário de Sorocaba

buscar

<< SOROCABA Vereadora aciona MP para barrar projeto que cria novas secretarias e cargos

Publicada em 11/01/2017 às 06:53
Compartilhe: IMPRIMIR INDICAR COMENTAR

A vereadora Fernanda Garcia (PSOL) protocolou na tarde desta terça-feira (10), no Ministério Público Estadual, uma representação contra o projeto de lei (nº 16/2017), de autoria do prefeito José Crespo (DEM), que pretende criar sete secretarias e 107 cargos de livre nomeação.
 
Segundo a parlamentar, a Prefeitura contava até o dia 12 de outubro do ano passado com 229 cargos de livre provimento (cargos de indicação política), dos quais 214 designados para assessoramento e mais 15 secretários. Nesta data, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) decidiu pela ilegalidade de 158 cargos, restando, então, 71 cargos de livre nomeação, dos quais, 56 de assessoramento técnico e mais 15 secretários.
 
Durante o processo eleitoral de 2016, este era o quadro de cargos de livre nomeação existente na Prefeitura local, com os quais o então candidato Crespo afirmou que manteria ou até reduziria. “No entanto, para o espanto de toda a sociedade sorocabana, Crespo jogou na lata do lixo tudo que disse ao longo da campanha, mostrando total desprezo com a população que, majoritariamente, acreditou nas suas palavras e enviou para a Câmara este projeto de lei”, afirmou Fernanda Garcia.
 
O projeto de lei amplia o número de secretarias das atuais 15 para 22, acrescido de mais sete secretários e cria mais 107 cargos de livre nomeação, perfazendo um total de 114 cargos criados, com o atual projeto de lei. Segundo a representação, estes cargos terão um custo estimado ao contribuinte sorocabano de R$ 1,5 milhão por mês, R$ 18 milhões por ano, até chegar à cifra astronômica de R$ 72 milhões em quatro anos.
 
A Prefeitura diz, em nota, o seguinte: "A vereadora do PSOL ainda está em campanha, mas o processo eleitoral já terminou. Não há nenhum cabimento nos questionamentos apresentados por ela. O projeto de reforma administrativa é legal, justo e econômico. Além disso, está dentro dos princípios constitucionais. Quanto ao seu impacto financeiro, ele está sobejamente demonstrado no texto enviado à Câmara. O prefeito José Crespo, que é o autor da proposta, tem atribuições para tal".
 
Não há comentários nessa notícia.Seja o primeiro a comentar