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<< SOROCABA Emplacamento de carros tem queda de 20% na Cidade em 2016 Com similar queda nas vendas, justificativa é encontrada na crise econômica por que passa o País

Publicada em 11/01/2017 às 06:46
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Apesar de queda no mercado, a produção de uma fábrica em Sorocaba cresceu 6,4%
Um total de 12.696 veículos 0 km foi emplacado em Sorocaba entre janeiro e novembro de 2016, número 15% menor que no ano anterior, segundo dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SP). O número de carros emplacados foi o que mais caiu, com total de 7.721 ou 1.854 emplacamentos a menos que em 2015.
 
Os dados fornecidos pelo Detran-SP mostram o emplacamento de 2.433 veículos leves 1 (ciclomotor, motoneta, motociclo, triciclo e quadriciclo), 2.006 leves 2 (micro-ônibus, camioneta, caminhonete e utilitário), cinco ônibus, 165 caminhões e 359 reboques.
 
A queda nacional de emplacamentos em 2016 foi de 20,29%, de acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Para Alarico Assumpção Júnior, presidente da empresa, o ano passado foi o pior na história da Distribuição de veículos no Brasil nos últimos 11 anos. O presidente justifica a afirmação na queda do PIB nacional, desemprego e baixo índice de confiança do consumidor e do investidor.
 
Gilson Nascimento, gerente de vendas em uma concessionária no bairro Santa Rosália, afirma que o mercado de carros de passeio sofreu retração em 2016. “Acredito que o poder aquisitivo está caindo e o pessoal está procurando mais os seminovos”, diz. Contabilizando queda de 20% nas vendas de 0 km em relação a 2015, Nascimento acredita na credibilidade, tradição e segurança da marca com a qual trabalha. “Quem pode, opta pela qualidade”, justifica. Segundo o gerente, o mercado de 2017 é incerto, mas confia que será um ano de crescimento. “Para as vendas crescerem, depende da situação econômica e política do País”, conclui.
 
A transação de veículos usados permaneceu estável no ano passado, segundo informações da Fenabrave. Considerando todos os segmentos automotivos somados, a queda acumulada foi de 0,07% em 2016. “A queda no mercado de veículos novos fez com que houvesse uma diminuição na oferta de seminovos”, explica Assumpção Júnior.
 
Em nota, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antônio Megale, anunciou que vários fatores contribuíram para a queda no licenciamento de veículos em todo o País. “O primeiro é a confiança em baixa, em razão da instabilidade política vivida pelo País, que fez consumidores adiarem suas decisões; o segundo é o acesso ao crédito, resultado da conjuntura socioeconômica, que tornou as instituições financeiras muito seletivas na hora da concessão”, explica.
 
Megale projeta que em 2017 a comercialização de veículos será maior e que o número de exportações também vai aumentar. “A conjuntura macroeconômica indica fatores positivos como aumento do PIB, inflação convergindo para o centro da meta, reduções contínuas da taxa básica de juros e estabilização do dólar”, observa.
 
PRODUÇÃO – Uma fábrica situada na zona industrial de Sorocaba constatou um aumento de produção de 6,4% em 2016, em contradição à queda de 11,2% na produção nacional anunciada pela Anfavea no início do mês. Foram produzidas 93.598 unidades em 2016 - 67.174 delas para o mercado interno.
 
Para Assumpção Júnior, o volume maior de saída tem justificativa no final do ano, quando promoções são oferecidas e há o incremento do 13º salário no orçamento das famílias, o que requer maior demanda de produção.
 
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