Segunda-Feira, 23 de Outubro de 2017 ASSINE O DIÁRIO 15.3224.4123

Diário de Sorocaba

buscar

<< EDITORIAL Decadência da honestidade

Publicada em 11/01/2017 às 06:33
Compartilhe: IMPRIMIR INDICAR COMENTAR

Nunca como nos dias atuais a honestidade atravessa uma crise muito séria no Brasil. Apesar das exceções, o que se vê, por todos os lados, são atitudes desonestas, que agridem cada vez mais aqueles que ainda procuram seguir o caminho da correção. Trata-se de um sinal dos tempos, deteriorados pelas transformações sociais que vão subvertendo sem parar a ordem das coisas, empilhadas de uma forma nas prateleiras de tempos passados e mudadas nos últimos trinta anos de um canto para outro como o fariam macacos em loja de cristal. Infelizmente, é sempre o conceito de honestidade a primeira virtude do homem a se abater diante dos declínios da humanidade.
 
Falamos de um mal que não para de evoluir, transformando-se num problema cada vez mais sério e que preocupa cada vez mais, até porque, como todos testemunham diariamente, sua tendência, que ninguém consegue controlar, é para um crescimento dimensionado pelas mesmas proporções das mutações da época, às quais a maioria denomina de evolução, enquanto outros, voltados mais para a realidade, chamam de involução. 
 
Na verdade, o problema não se restringe apenas ao Brasil, mas ao mundo todo. Diariamente, através dos meios de comunicação, tem-se a atenção voltada para escândalos e outras patifarias, no atacado e no varejo, que ferem o passado de honestidade que durante séculos marcou a evolução da humanidade. Tudo vai se resumindo à corrupção desvairada, aos golpes de todos os tipos, aos furtos que não param de de se multiplicar, à perda de valores essenciais que vão tomando conta de tudo.  
 
Pelo menos neste momento, parece que nada vai mudar, já que não se tem notícias de que os governantes, as instituições, os estudiosos e a própria sociedade se revelem propensos a coibir os desajustes que vão seguindo o seu curso, num verdadeiro festim diabólico contra tudo e contra todos. O que falta é todo mundo se preocupar como deve, através do talento, da criatividade, da inteligência e da perseverança, contra tudo aquilo que vai arruinando os bons costumes e a civilidade. O que falta são lições de vida e de honestidade às novas gerações, cada vez mais colocadas nos desvios da improbidade e da insensatez. 
 
Certamente, o que falta para os meninos e meninas que estão vindo ao mundo são lições de civismo, da crença em Deus e de muita disposição de todos contra as imperdoáveis falhas do caráter humano. Cada um deve fazer a sua parte para que a decadência da honestidade não continue a se projetar para um futuro incerto e não sabido.
Não há comentários nessa notícia.Seja o primeiro a comentar