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<< ECONOMIA Materiais escolares estão mais caros, mas consumidor preocupa-se com qualidade

Publicada em 08/01/2017 às 08:15
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(Fernando Rezende)
A compra de materiais escolares ficou 12,97% mais cara neste ano, segundo pesquisa divulgada pela Fundação Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa do Estado de São Paulo. Na Capital, a diferença de preço de um mesmo produto em diferentes lojas pode chegar a 457,14%.
 
Em pesquisa informal feita pelo DIÁRIO em duas papelarias do Centro, a diferença de preço está principalmente entre as marcas. Cadernos de 10 matérias variam entre R$ 12,25 e R$ 44,90, e os mais caros são os que trazem estampas de personagens infantis na capa. Já os estojos contam com variação de mais de 1.200% em uma única loja; mesmo com o tamanho igual, a diversidade do tecido e os desenhos fazem a diferença entre o produto de R$ 4,90 e o de R$ 59,25. Um mesmo lápis nº 2 nos dois estabelecimentos foi encontrado na faixa de R$ 0,60, mostrando que, quando o produto não envolve licenciamento de imagens, mantém a faixa de preço.
 
Nilcea Alves é líder de loja e conta que os pais escolhem os produtos atentos à marca. “Eles querem algo que seja bom e dure”, afirma. Apesar de deixarem os valores em segundo plano, muitos clientes escolheram dezembro para adiantar as compras escolares do começo do ano. “Mochilas e lancheiras sempre saíam como presente de Natal. Dá para unir o útil ao agradável”, conclui.
 
O gerente de loja, Nivaldo Madureira, concorda que as pessoas resguardaram-se no período natalino para investir na lista de material escolar. “E agora a gente segurou os preços para o consumidor”, diz. O movimento na loja em que trabalha está grande, mas Madureira espera ainda mais pessoas até o final de janeiro. “E está aumentando a demanda por produtos de qualidade, principalmente os que têm personagens.”
 
Nenhuma pesquisa de preços foi feita por Francisca Barbosa, que decidiu comprar alguns itens da lista escolar do filho, Rafael, na primeira loja em que entrou. “Está o mesmo preço”, justifica. Rafael tem 11 anos, iniciará o 7º ano do Ensino Fundamental e colabora com a mãe na hora de escolher o que comprar. “Economizei bastante do material antigo, como bolsa e estojo, que têm boa conservação”, conta Francisca. 
 
Luiza Arroda tem 18 anos e também reutilizará materiais. Estudante de Administração, Luiza fez pesquisas online antes de entrar em lojas físicas. “Na faculdade, a compra é menor; é só uma caneta, um caderno”, observa.
 
Já Kléber Rocha trouxe a filha, Giovana, pela primeira vez para comprar desacompanhada da mãe. Rocha percebe que todos os produtos estão caros, mas, aos 10 anos, a filha não olha a etiqueta antes de pegar algo. “Escolho o caderno mais bonito”, revela Giovana. Ela foi exigente quanto ao modelo da mochila, item que pode ser encontrado a partir de R$ 84,30 em modelos menores e sem estampa; as mais caras custam R$ 371,40. Para evitar os pedidos dos filhos, muitos pais optam ir às compras sozinhos. Loeni Oliveira é médica e aproveitou uma viagem do filho para sair. “As escolhas podem ficar ao nosso critério”, explica. Apesar de encontrar os valores maiores, Loeni escolhe pela marca em busca da qualidade e afirma não ter problemas na conta final, pois “a escola ajudou e enxugou bastante a lista”.
 
RECOMENDAÇÃO – A Fundação Procon-SP destaca a importância de pesquisar preços em várias lojas para garantir o melhor valor. Fazer as compras em grupo para ganhar descontos também é uma opção válida, além de reaproveitar produtos antigos em bom estado de preservação.
 
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