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<< ECONOMIA Aumenta número de falências decretadas na Cidade em 2016 Empregos e PIB são afetados pelo fechamento de empresas

Publicada em 08/01/2017 às 08:07
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(Arquivo DS Fernando Rezende)
Dez empresas em Sorocaba tiveram falência decretada de janeiro a dezembro de 2016, superando o número de quatro empresas do ano anterior, segundo pesquisa divulgada pela Serasa Experian. O número de recuperações judiciais requeridas cresceu 51,1% no Brasil, ou seja, 1.718 ocorrências, das quais 12 na cidade; número em queda, uma vez que 14 empresas solicitaram tal ação em 2015.
 
Uma recuperação judicial ocorre em três etapas, de acordo com o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi. “A requerida é o indicador que melhor reflete a condição econômica da empresa”, explica, pois é o momento em que a própria empresa solicita a recuperação judicial, assumindo que possui problemas. “A deferida é a parte da burocracia, na qual há a entrega da documentação e a Justiça dá um ‘ok’”, prossegue. “Na concedida, os credores são chamados para fazer um plano de recuperação, posto em ação se todos concordarem.” Em Sorocaba, 14 empresas estão na fase de recuperação judicial deferida, número 75% maior em relação a 2015. Na fase de concessão, o número caiu para duas, 60% menor.
 
Entretanto o economista afirma que o processo de recuperação judicial não recupera todo mundo. “Vemos que 77% das empresas que entraram com a recuperação quebraram, pois não conseguiram cumprir o plano de ação”, justifica. “Fatalmente, grande parte dessas empresas que tiveram a solicitação atendida vai quebrar.” A empresa é tutelada pelo governo por cerca de dois anos, período em que pode não conseguir lidar com as mudanças para melhora, o que resulta no fechamento.
 
Apenas em dezembro de 2016, quatro empresas de Sorocaba tiveram o pedido de falência requerido, somando-se a mais 15 do decorrer do ano. “O pedido de falência quem pede é o credor, como o banco, por exemplo. Isso gera um processo judicial e é a Justiça que decreta a falência, não o credor ou o devedor”, observa Rabi. Os dados da Serasa Experian revelam que no ano passado houve recorde de pedidos de falência no País.
 
As consequências são impactantes para a economia da cidade. “Quando você decreta falência, a empresa extingue-se, então você destrói os empregos diretos ou indiretos que ela gerava”, afirma Rabi. Como há uma queda de produtividade e comércio, os efeitos negativos também são sentidos no produto interno bruto (PIB) da região, que é reduzido. Os números refletem a crise da economia brasileira enfrentada em 2016, e a Serasa Experian ainda não montou uma projeção para especular se se pode esperar uma melhora para 2017.
 
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