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Diário de Sorocaba

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<< EDITORIAL Mais respeito e menos humilhação

Publicada em 08/01/2017 às 08:03
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Sempre que um ano chega e outro vai, o que prevalece é a esperança em um novo tempo bem melhor. Diante de todos os escândalos de corrupção que se arrastam há anos e anos, sem se falar do fracasso na saúde, na educação, na política, na economia e na segurança pública, entre outros, o Brasil vai vivendo uma crise das mais delicadas de sua história. Neste momento, infelizmente, fica difícil para os brasileiros vislumbar um futuro promissor, com mudanças que possam garantir direitos básicos que ao longo dos anos foram sendo retirados por conta do descaso, das mentiras, da esperteza e da má gestão que tomaram conta da máquina pública federal. Nunca o cenário político do País foi tão contaminado por organizações criminosas de todos os calibres como nos últimos 14 anos.   
 
Na verdade, todo mundo sabe muito bem como foi o ano velho. E, até que as coisas sejam minimamente arrumadas, este 2017, que começou oficialmente no domingo passado, não deve ser tão diferente. É praticamente impossível mudanças repentinas por conta do calendário. Pode-se dizer que o Ano Velho ainda prevalece, contaminado por consequências que tiraram o sossego de todos nos últimos anos. Solução a curto prazo é ficção, já que as coisas não acontecem da noite para o dia. E não se trata de qualquer pessimismo, já que realmente é difícil recuperar uma trajetória marcada pelo caos político-administrativo. No Brasil, tudo superou as piores expectativas, com a irresponsabilidade e a falta de patriotismo deixando todo mundo estarrecido.
 
Um povo como o nosso, que sempre primou por características marcantes, como o reconhecimento de sua hospitalidade e bom humor, hoje em dia já não tem tantos motivos para sorrir. A alegria da população tem dado lugar a lágrimas por conta do desemprego, da miséria, da falta de segurança e de melhores oportunidades na vida. Não se pode ignorar que temos hoje no País quase 13 milhões à procura de emprego e de outros tantos subempregados. Pior ainda para a juventude, que sai dos bancos universitários e fica anos sem conseguir um emprego que corresponda à sua formação, aventurando-se a conseguir qualquer coisa no mercado de trabalho, onde a improvisação é que vai ditando as normas. Da mesma forma, o que se vê são crianças sem acesso à educação de qualidade, procurando trabalhar desde cedo ou vagando pelos piores caminhos, quando deveriam estar nas salas de aula.
 
O ano pode ser novo, mas não são poucos os problemas que continuam mais velhos do que nunca. O que se espera é que o Brasil, ao longo de 2017, possa sair do marasmo em que se encontra e buscar um pouco mais de evolução em todos os aspectos. O que se espera é que, principalmente, o ser humano possa ser visto de maneira diferente, com mais respeito e menos humilhação.               
 
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