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<< COTIDIANO Arcebispo eleito faz retiro em Santuário da Mãe Rainha antes de vir a Sorocaba

Publicada em 07/01/2017 às 07:04
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O arcebispo eleito de Sorocaba, dom Júlio Endi Akamine, oficializado no final de dezembro pelo papa Francisco como sucessor de dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues e que é aguardado na cidade já na próxima semana, para o início das providências concretas para sua investidura e principalmente para preparação das cerimônias canônicas de sua posse, marcadas para a manhã do sábado 25 de fevereiro, às 10 horas, na igreja da Catedral Metropolitana de Nossa Senhora da Ponte, iniciou janeiro realizando  uma semana de retiro espiritual no Santuário da Mãe Rainha de Schoenstatt, localizado na cidade de Atibaia, na região de Campinas. Como informa o site da Obra de Schoenstatt no Brasil, às vésperas de assumir novas responsabilidades pastorais, dom Júlio “se recolhe sob o abrigo da Mãe e Rainha, repetindo a mesma experiência de quando foi nomeado Bispo, em 2011”. Dom Júlio pertence à Sociedade do Apostolado Católico (Palotinos) e era até agora bispo-auxiliar do cardeal dom Odilo Pedro Scherer na Arquidiocese de São Paulo.
 
Em entrevista ao site do Movimento da Mãe Rainha, o futuro arcebispo metropolitano de Sorocaba falou sobre aspectos da espiritualidade de Schoenstatt que lhe chamam a atenção, destacando que a devoção mariana é algo muito comum entre os palotinos e o Movimento de Schoenstatt. “Essa é uma marca importante, tanto da espiritualidade do nosso Fundador (São Vicente Pallotti) – ele tinha um grande amor a Nossa Senhora – e também do Movimento de Schoenstatt. O padre José Kentenich iniciou o Movimento em torno de um Santuário dedicado à Mãe Três Vezes Admirável e essa devoção mariana sempre esteve na base tanto de Schoenstatt, como da espiritualidade palotina”.
 
O Movimento de Schoenstatt também tem sua origem na comunidade dos palotinos e o futuro arcebispo local destaca a importância de todo trabalho feito com os leigos e as famílias. “De fato, a União do Apostolado Católico foi fundada com esse objetivo, de fazer com que todos sejam apóstolos, também os leigos. Naquela época da fundação da União, isso era uma novidade. Os leigos eram encarados como aqueles que deviam escutar, aprender, ser conduzidos pelos sucessores dos apóstolos, ou seja, os bispos. São Vicente Pallotti desejava que todos fossem apóstolos e via em Nossa Senhora exatamente o sinal de que não é necessário ter ordem sagrada, a consagração, para ser apóstolo, mas que todo cristão batizado é um apóstolo. E o Movimento de Schoenstatt contribuiu e contribui muito nesse sentido, em torno do Santuário, em torno também da imagem que visita as famílias, para, de fato, formar discípulos missionários e de fazer com que as pessoas tomem consciência da própria missão apostólica.
Então, essa característica sempre esteve presente na fundação de São Vicente Pallotti e o Movimento de Schoenstatt trouxe uma mobilização muito maior, muito grande dos leigos. Creio que isso foi um enriquecimento também para os próprios palotinos”, acrescenta dom Júlio.
 
ATENÇÃO AOS LEIGOS, AO MUNDO DA CULTURA E AO MUNDO DA POLÍTICA – Para o terceiro arcebispo metropolitano de Sorocaba, dom Júlio Endi Akamine, por outro lado, a atuação dos leigos no mundo da cultura, da arte é fundamental também, “pois hoje em dia ser católico, ter fé, não é `uma coisa da moda´. É necessária uma presença que não seja sectária, mas de fermento, que transforma por dentro o mundo da cultura, que valoriza aquilo que tem de bom, que eleva a cultura para uma verdadeira humanidade e também que se abre para o transcendente, para Deus, de modo especial para a fé em Jesus Cristo”.
 
Outro pensamento expresso pelo novo arcebispo: “A atuação dos leigos, das famílias no mundo da política. Vemos agora o que está acontecendo em nosso País, com essa crise que não é só política, mas de valores. A lava-jato tem nos mostrado aquilo que já sabíamos e indica a profundidade e a gravidade na crise da administração pública. Então, é uma atuação importante que está em falta. A gente precisa ter uma presença mais explícita, eficaz e transformadora no ambiente da política – se a política está nessa situação, também é por nossa culpa, porque não ajudamos, não formamos, não incentivamos as pessoas para isso”.
 
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