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Diário de Sorocaba

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<< EDITORIAL Respostas à dinâmica do processo social

Publicada em 07/01/2017 às 06:37
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Nesta altura dos acontecimentos de um ano novo que vai seguindo seu curso embalado por muita turbulência política, econômica e social, o presidente das reformas, conforme ele mesmo costuma dizer, vai ter pela frente dois grandes problemas para encaminhar ao longo de 2017. O primeiro é justamente o desafio de manter a agenda das reformas em curso no Congresso Nacional e, o segundo, é de ficar com a antena ligada para o comportamento do povo nas ruas, levando-se em conta que, principalmente a classe média, anda alvoroçada e atenta a tudo que acontece. Sabe-se que a permanência de Michel Temer no Palácio do Planalto está relacionada a essas duas questões, que dependem dos congressistas, que sempre fazem questão de não deixar de lado uma agenda que tudo tem a ver com a autoajuda, para dizer o mínimo.
 
Como se percebe, o presidente está envolvido por águas turvas que o prendem ao seu próprio passado recente. É só lembrar que ele foi eleito vice na chapa de Dilma Rousseff com a promessa de uma economia saudável. Agora, ele está sendo obrigado a enfrentar o dilema do ajuste fiscal, que ele mesmo dizia que não seria necessário. E tudo indica que, desde já, será obrigado a bater de frente com os novos rumos que precisam ser traçados, não só para atender a todas as contas que precisam de soluções no País, mas, também, de todos os interesses políticos que o rodeiam. As propostas governamentais recentemente anunciadas têm a sua razão de ser, mas o fato é que não são suficientes para fazer frente a tudo aquilo de que o Brasil precisa. Tanto é que alguns analistas, diante do jogo das pressões políticas e corporativas, começam a prever que este ano poderá ser ainda pior que 2016. Inclusive com a própria desestabilização do governo. Em meio a um cenário político que nunca deixa de estar conturbado, ninguém deve se surpreender com todas as pressões que Temer deverá receber. É só aguardar o retorno dos congressistas após o recesso parlamentar.          
 
Não há como negar que a desenvoltura do governo, principalmente de sua equipe econômica, terá de ser bem maior daqui para frente com o objetivo de evitar os contragolpes que já vão sendo engatilhados no processo político. Só falta agora alguém propor que as reformas fiquem para depois do carnaval, como é comum no Brasil. O que ninguém deve esquecer é que o desemprego continua desenfreado e que as vendas natalinas não conseguiram animar o comércio e a indústria. O impacto da falta de dinheiro continua desanimando grandes contingentes de brasileiros e isso não é bom para ninguém.
 
Dessa forma, resta saber até quando continuará o conformismo da sociedade brasileira com tudo aquilo de pior que não tem fim. A conclusão à que se chega é que Temer precisará se desdobrar para tentar recuperar o tempo que o Brasil perdeu nos últimos anos. Mais do que nunca, as instituições políticas precisam responder à altura à dinâmica do processo social. 
 
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