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<< ECONOMIA Retirada da poupança é R$ 40,7 bi a mais do que depósitos em 2016 Na maior parte, saques foram para pagar contas

Publicada em 06/01/2017 às 06:36
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A queda da renda e a perda de atratividade perante outras aplicações fizeram a caderneta de poupança registrar retirada líquida de recursos pelo segundo ano consecutivo. Em 2016, brasileiros sacaram R$ 40,7 bilhões a mais do que depositaram na poupança. 
 
De acordo com dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC), a retirada líquida foi menor que a registrada em 2015, quando os saques haviam superado os depósitos em R$ 53,6 bilhões. O saque do dinheiro deu-se, na maior parte, para pagar contas. 
 
Apesar da retirada no acumulado do ano, os dois últimos meses de 2016 indicaram recuperação da poupança. Os depósitos superaram os saques em R$ 1,9 bilhão, em novembro, e em R$ 10,7 bilhões em dezembro, motivados pela segunda parcela do 13º.
 
A segunda parte do abono aumentou o volume de recursos disponível para a poupança. A captação líquida em dezembro foi a segunda maior registrada para o mês, perdendo apenas para dezembro de 2013, que somou R$ 11,2 bilhões. 
 
A melhoria da rentabilidade e a queda da inflação ajudam a explicar a redução na fuga de recursos da poupança nos últimos meses do ano. Em 2016, a caderneta rendeu 8,3%. Até novembro, a inflação em 12 meses estava em 6,98%.
 
A caderneta de poupança continua com rendimento inferior a outras aplicações. De acordo com levantamento da Anefac, os fundos de renda fixa com taxa de administração de até 2,5% são mais rentáveis que a poupança para aplicações de um a dois anos. 
 
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