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<< SAÚDE País poderá ter vacina contra dengue em 2019

Publicada em 04/01/2017 às 06:48
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A vacina deverá proteger contra os quatro tipos de vírus da dengue
A vacina contra a dengue, que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantã, poderá ser usada em larga escala em 2019. O produto passa agora por testes. Foram instalados centros em 13 cidades de cinco regiões do País visando imunizar voluntários e avaliar a eficácia do produto. Já foram aplicadas doses em quatro mil pessoas, das 17 mil que deverão participar dos testes.
 
Essa é a última fase antes de a vacina ser submetida à aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Segundo o diretor Instituto Butantã, Jorge Kalil, é possível que a vacina chegue à população em 2019. “Acho difícil que ela esteja disponível já no ano que vem, mas vamos trabalhar para que esteja; talvez no outro verão possa estar disponível. Agora, depende de muitas coisas”, ressaltou.
 
O governo de São Paulo assinou ontem com o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) acordo para liberação de R$ 97,2 milhões para construção da fábrica de vacinas contra a dengue. O valor cobre 31% do custo total do projeto do Instituto Butantã, orçado em R$ 305,5 milhões. Os recursos vão permitir a conclusão do novo prédio, que terá capacidade de produzir até 30 milhões de doses por ano. O dinheiro, investido sem necessidade de retorno, possibilitará instalação de equipamentos, mobiliário e capacitação das equipes.
 
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que vistoriou as obras durante a cerimônia de assinatura do acordo com o BNDES, disse que o prédio deverá estar pronto em 60 dias. “Estamos fazendo o prédio enquanto a vacina está sendo testada na sua última fase. O teste vai dizer a eficácia para você produzi-la em escala visando atender ao Brasil”, disse.
 
A vacina deverá proteger contra os quatro tipos de vírus da dengue. De acordo com o secretário estadual de Saúde de São Paulo, David Uip, a expectativa é de que o poder de imunização do produto ultrapasse 80%. “Tivemos um poder imunogênico da vacina muito bom e poucos efeitos adversos”, disse com base nos resultados observados nas duas fases iniciais da vacina desenvolvida com vírus enfraquecidos geneticamente.
 
Casos de chicungunha
devem voltar a subir 
 
Os casos de dengue e zika no Brasil devem manter-se estáveis neste ano em relação ao ano passado, enquanto as infecções por chicungunha devem aumentar ainda mais. Este é o cenário previsto por especialistas do Ministério da Saúde para 2017. Dados da pasta revelam que, em 2016, foram registrados 1,4 milhão de casos de dengue contra 1,6 milhão no ano anterior, além de 211 mil casos prováveis de infecção por zika (não há comparativo com o ano anterior porque os dados só começaram a ser coletados em outubro de 2015).
 
Em relação à febre chicungunha, os registros apontam para 263 mil casos em 2016 contra 36 mil no ano anterior, um aumento de cerca de 620%. “O mosquito pica alguém, recebe o vírus e passa para outra pessoa. Como cresceu o número de pessoas que têm o vírus, entendemos que haverá uma ampliação dos casos”, explicou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.
 

 

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