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Diário de Sorocaba

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<< EDITORIAL A luta dos prefeitos

Publicada em 04/01/2017 às 06:46
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Os prefeitos que acabaram de assumir seus mandatos em todo o Brasil sabem que não será fácil chegar ao fim da gestão, em 2020, com sorriso nos lábios e sem nenhum fio de cabelo branco. Aqueles mais chegados à calvície vão fazê-la brilhar com mais intensidade. Hoje em dia, as broncas dos prefeitos têm caráter nacional. De imediato, além da falta de dinheiro, que será um fantasma ao redor de todos, até porque a crise econômica não vai desaparecer de uma hora para outra, cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal também será uma tarefa complicada, podendo até colocar na cadeia aqueles que não a cumprirem como se deve, como temos visto com frequência nos últimos anos. Sempre que os tribunais de contas resolvem fiscalizar os gastos, as licitações e os contratos que muitas vezes privilegiam os mais chegados, nunca deixam de ser um tormento a mais para as administrações municipais. 
 
Antes de mais nada, a primeira preocupação de grande parte dos prefeitos será encontrar meios de conseguir dinheiro para regularizar despesas vencidas ou para evitar o atraso de pagamentos. Pelo menos sete em dez prefeituras estão com a situação financeira em perigo. Diante da baixa arrecadação da União e da maioria dos governos estaduais no ano que passou, as transferências de recursos acabaram afetando a vida de quase todas as prefeituras. E esse é um problema que certamente deve continuar durante o primeiro semestre de 2017.             
 
Em tais circunstâncias, o duro é enfrentar a população, cada vez mais exigente. Todos gritam por um melhor atendimento à saúde pública, mais escolas, mais serviços de tapa-buraco, mais segurança pública, mais creches, transporte coletivo mais rápido e barato, limpeza pública eficiente, verba para o esporte, proteção ao meio ambiente, valorização da cultura, enfim, tudo aquilo que atormenta a vida dos cidadãos. Além de tudo, ainda existem os apaniguados políticos que cobram um lugar à sombra no quadro de funcionários da administração pública. A choradeira sempre é grande e deve continuar, já que a população ao longo dos anos começou a ficar viciada em democracia. E não adianta o prefeito querer jogar a culpa de tudo no antecessor, já que ele foi eleito justamente para fazer o que o outro não fez.                    
 
Haja paciência, boa vontade e dinheiro. Sem isso, não serão poucos os mandatários que enfrentarão problemas sem fim, chegando ao final de seus mandatos mais abatidos do que nunca.  
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