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Diário de Sorocaba

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<< EDITORIAL A recuperação que se espera

Publicada em 03/01/2017 às 06:40
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Naturalmente, clima de início de ano não combina com avaliações negativas, porém, se é a pura realidade, não há como evitar. Como se costuma dizer, não adianta querer tapar o sol com a peneira. Não há como negar, por exemplo, que 2016 foi mais um ano dos piores para toda a sociedade brasileira. A indústria ficou estagnada, o comércio teve uma pontuação negativa em comparação com outros anos, o atendimento à saude fracassou mais uma vez e o desemprego avançou como nunca, desestabilizando a vida de quase 13 milhões de trabalhadores e seus familiares, como ocorre em Sorocaba e na região. E os jovens foram os mais prejudicados, já que não são poucos aqueles que há muito tempo estão desempregados e sem saber exatamente o que fazer.            
 
O fato é que a situação foi nebulosa o ano inteiro, esperando-se que o governo de Michel Temer possa reverter esse quadro o quanto antes, corrigindo como se deve o rumo da nau. Para os analistas, só uma ação concentrada e perseverante do governo poderá fazer com que a economia volte a crescer ao longo do ano. Será de amargar se essa virada não acontecer. Entra ano, sai ano, e as projeções para a atividade econômica nunca se concretizam. É lamentável que o Brasil, a maior Nação cristã do mundo e com um enorme potencial para se desenvolver, chegue a 2017 tendo de continuar carregando a pesada cruz da desesperança, que não deixa de ser a antítese do mandamento cristão.      
 
Na verdade, para pôr o Brasil em um novo patamar de desenvolvimento econômico e social, o governo terá de desatar os nós que ainda emperram o crescimento sustentado do País, investindo fortemente em educação, saúde e segurança, além de aprovar reformas essenciais no Congresso Nacional e resolver os problemas de infraestrutura. Para tanto, não se pode ignorar a necessidade de encaminhar como se deve os graves problemas de falta de mão de obra qualificada que o País terá de superar com urgência.
 
Não é tão difícil constatar que tudo de pior que aconteceu nos últimos anos foi por conta da esperteza e da desonestidade dos falsos estadistas, que corroeram a República, políticos apequenados que preferiram deixar a seriedade de lado para avançar de todas as formas, através de quadrilhas organizadas, no dinheiro pago com tanto sacrifício pelos contribuintes brasileiros. Tudo é desanimador. É pena, mas o País é tão atrasado que, mesmo na véspera do Natal e do réveillon, não deixou de propagar a Voz do Brasil, programa criado há mais de 70 anos. Trata-se de um anacronismo, um fantasma que até hoje assombra os brasileiros. Resta saber se o Brasil realmente terá condições de evoluir um pouco mais neste ano que vai dando os seus primeiros sinais de vida.     
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