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<< POLÍTICA Doria toma posse, diz que não disputará reeleição e deixa privatização para 2018

Publicada em 02/01/2017 às 09:11
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Doria foi eleito com a promessa de trazer mais eficiência para a gestão pública
Com um discurso em que prometeu "governar para todos", o prefeito João Doria (PSDB) tomou posse na tarde deste domingo (1°) em cerimônia para 1,5 mil pessoas no Teatro Municipal, no centro da capital, e afirmou que terá a "humildade" de "recuar para depois avançar" sempre que avaliar ser necessário. O prefeito se comprometeu, no discurso, a não disputar a reeleição em 2020. "Não disputarei a reeleição. Em qualquer circunstância, qualquer."
 
Após a cerimônia, enquanto Doria era cumprimentado pela posse, seu secretário de Desestatização, Wilson Poit, afirmou que algumas das principais promessas de campanha do prefeito - a venda do complexo do Anhembi, do Autódromo de Interlagos e a concessão dos parques da cidade - só devem sair do papel no ano que vem.
 
Doria e Fernando Haddad (PT) trocaram gentilezas ao longo das quase duas horas de cerimônia, em que assinaram termo de transmissão de cargo de prefeito, após o tucano tomar posse em evento na Câmara Municipal. 
 
Os primeiros dez minutos do discurso do prefeito foram usados para agradecimentos. "Governaremos para todos. Todos os que vivem nessa cidade, brasileiros e não brasileiros vão receber nosso respeito e o respeito de uma gestão conciliadora, que saberá ouvir e que terá humildade de, sempre que for comprovadamente necessário, recuar para poder avançar. Isso é prova de grandeza", disse o prefeito.
 
"A democracia que todos nós temos de aplaudir é a democracia que não tem uma cor. É a democracia que não tem um partido - embora todos nós valorizemos nossos partidos. O PSDB, nosso partido, o Partido dos Trabalhadores, do prefeito Fernando Haddad, assim como todos os demais partidos. Ao administrar a cidade de São Paulo, iremos administrar para todos. Essa será nossa índole", disse. "Obrigado Fernando (Haddad) e estaremos em breve novamente aqui, juntos, lutando por uma só bandeira, a bandeira de São Paulo", afirmou Doria, durante seu discurso. 
 
Doria citou seu pai, deputado federal cassado em 1964, e também sua fé religiosa durante o discurso. "A grandeza da fé não é a riqueza material. Não é ter, não é ser. A oração ajuda a ter compreensão de que ser é mais importante do que ter", afirmou o prefeito, ao dizer que buscaria tolerância e compreensão durante sua gestão. "A prioridade dessa gestão será aos mais humildes e mais pobres dessa cidade. Não esqueçam os que estão trabalhando. A partir de hoje (domingo), essa é nossa prioridade", afirmou.
 
A fala antecipou a reafirmação de que a manhã desta segunda-feira (2) primeiro dia útil de seu governo, teria como primeiro evento um mutirão de limpeza no eixo da Avenida 9 de Julho, que liga o centro à região dos Jardins, onde vive o prefeito. "Às 6 horas da manhã, todos os secretários, secretárias, presidentes de empresas do município, estarão na rua, vestindo uma roupa de gari e vassoura na mão, para mostrar simplicidade, na humildade e na igualdade, como será a administração que essa gestão fará na Prefeitura de São Paulo." Na sequência, emendou: "E não há crítica que se faça que vá mover nossa gestão de dar o exemplo", disse o prefeito.
 
Privatizações
 
Doria foi eleito com a promessa de trazer mais eficiência para a gestão pública. Para tanto, a sua proposta é fazer privatizações, como a do Anhembi e a do Autódromo de Interlagos, e a concessão do Estádio do Pacaembu. Enquanto conversava com colegas secretários, o titular da recém-criada Secretaria Municipal de Desestatização, Wilson Poit, afirmou ao jornal "O Estado de S. Paulo" que, neste ano, a meta da gestão será fazer a modelagem ideal desses negócios - deixando as privatizações para o ano que vem.
 
"Nós vamos trabalhar, nesse primeiro ano, na modelagem. Modelagem dos editais, discussão com a Câmara dos Vereadores, discussão com Tribunal de Contas (do Município), com o Ministério Público, com a população, com investidores. Porque a palavra-chave para uma privatização, para uma PPP (Parceria Público-Privada) é equilíbrio", disse o secretário Poit. "Equilíbrio para o investidor privado, para o governo e principalmente para a população, que vai usar essas concessões, esses equipamentos, da melhor maneira possível."
 
"As principais metas para começarmos 2017 são o Anhembi e Interlagos, na questão de privatização, e a concessão dos parques municipais. São 107 parques, alguns são estrelas, como o Ibirapuera, outros nem tanto", afirmou Poit.
 
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