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Diário de Sorocaba





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<< BRASIL RETROSPECTIVA 2016 Confira os fatos que marcaram o Brasil em 2016

Publicada em 31/12/2016 às 08:17
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Lula e mulher investigados 
 
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua mulher, Marisa Letícia, foram intimados pelo promotor de Justiça de São Paulo, Cássio Conserino, a depor para investigação sobre um apartamento triplex no Guarujá, no litoral do Estado. Essa foi a primeira vez em que os dois foram intimados como investigados. A investigação do Ministério Público de São Paulo averiguava, ainda, a transferência de prédios inacabados da Bancoop, cooperativa do sindicato dos bancários que se tornou insolvente, para outras empresas, entre elas a OAS, envolvida no esquema de corrupção da Petrobras. 
 
 
Zika na saliva e urina 
 
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou, no dia 5 de fevereiro, ter comprovado a presença do zika vírus, com potencial de provocar infecção, em amostras de saliva e de urina, e recomendou uma série de medidas cautelares para grávidas. Conforme o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, a inédita constatação não tinha indicado a forma como ocorria a transmissão por meio desses fluidos, tampouco se o vírus encontrado nessas condições conseguia ultrapassar a placenta e chegar ao feto. Na época, a grande preocupação era de que o aumento de casos de microcefalia em bebês pudesse estar associado ao zika, com potencial de causar malformação no cérebro de bebês e doenças cognitivas. 
 
 
Manifesto reúne 
milhões em Estados 
 
Milhões de pessoas foram às ruas no dia 13 de março em uma das maiores manifestações contra o governo Dilma Rousseff. Conforme estimativas da Polícia Militar divulgadas na data, em diferentes Estados, totalizaram mais de 3,3 milhões de pessoas nos atos ocorridos em pelo menos 250 cidades. O maior manifesto deu-se na Avenida Paulista, em São Paulo. Segundo o Datafolha, 500 mil pessoas participaram da manifestação na principal via da Capital; a Polícia Militar calculou um público de 1,4 milhão.
 
 
Posse em 
Ministério
 
A presidente Dilma Rousseff empossou, no dia 17 de março, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como novo ministro da Casa Civil. Em seguida, contudo, o ato solene foi suspenso temporariamente por um juiz. A posse de Lula deu-se quinze horas depois da divulgação de grampos telefônicos autorizados pela Justiça, em que mostravam conversas entre Dilma e Lula. Um desses diálogos, que fez com que investigadores interpretassem como tentativa de Dilma evitar uma possível prisão do petista, ou seja, dar-lhe foro privilegiado como ministro, acabou tendo destaque durante a cerimônia de posse. 
 
 
Processo de 'impeachment' 
aprovado pelos deputados
 
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou no dia 17 de abril a abertura do processo de 'impeachment' da presidente Dilma Rousseff. A votação atingiu os 342 votos favoráveis necessários para dar continuidade ao processo de afastamento da petista. O deputado Bruno Araújo (PSDB) deu o 342º voto pelo andamento do 'impeachment', que foi analisado pelo Senado Federal. A sessão, que ocorreu num domingo, foi aberta às 14 horas pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB). Após manifestações do relator da Comissão Especial do 'impeachment', deputado Jovair Arantes (PTB), de líderes partidários e representantes da minoria e do governo, a votação começou por volta de 17h45. A discussão do parecer sobre a abertura de processo de 'impeachment' de Dilma, que antecedeu a sessão, durou mais de 43 horas ininterruptas e se tornou a mais longa da história da Câmara dos Deputados.
 
 
Ministro determina 
afastamento de Cunha 
 
O ministro Teori Zavascki, relator da “Operação Lava-Jato” no Supremo Tribunal Federal, determinou no dia 5 de maio o afastamento de Eduardo Cunha (PMDB) do mandato de deputado federal e, em consequência, da presidência da Câmara. O ministro atendeu ao pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que apresentou denúncia acusando Cunha de tentar interferir na condução das investigações da “Lava-Jato”. Assumiu a presidência da Câmara, o primeiro vice-presidente, Waldir Maranhão (PP), também investigado na “Lava-Jato”.
 
Por 55 a 22 votos,
Senado afasta Dilma
 
O Senado aprovou na madrugada do dia 12 de maio, por 55 votos a favor e 22 contra, a admissibilidade do processo de "impeachment" da presidente Dilma Rousseff. Com isso, o processo foi aberto no Senado e Dilma, afastada do cargo, a partir da notificação. Os senadores votaram no painel eletrônico. Não houve abstenções. Estavam presentes 78 parlamentares, mas 77 votaram, já que o presidente da Casa, Renan Calheiros, absteve-se. A sessão para a votação durou mais de vinte horas.  
 
Notificada, Dilma 
faz pronunciamento 
 
Cercada por dezenas de ex-ministros, parlamentares e servidores do Palácio do Planalto, a presidente afastada, Dilma Rousseff, faz no dia 12 de maio um pronunciamento à imprensa em que classificou o processo contra ela de “impeachment fraudulento”. Dilma admitiu que pode ter cometido erros, mas enfatizou que não cometeu crimes e que estava sofrendo injustiça.
 
 
Ao assumir, Temer diz que
não é hora de falar em crise
 
No primeiro pronunciamento oficial como presidente interino do País, Michel Temer chamou no dia 12 de maio de ingrato o momento político e econômico em que o Brasil vivia. No entanto defendeu que a ocasião não era mais hora de se falar em crise, “mas em trabalhar”. Temer disse que o maior desafio para que a economia brasileira saísse da recessão era parar o processo de queda livre dos investimentos, sendo necessário para isso construir um ambiente propício para investidores. 
 
 
Rio decreta estado
de calamidade pública
 
O governador em exercício do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, decretou estado de calamidade pública por causa da crise financeira. A medida foi publicada no “Diário Oficial do Estado” no dia 17 de junho. Alguns dos motivos que levaram à decretação do estado de calamidade, incluindo a crise econômica que atingia o Estado, foram a queda na arrecadação com o ICMS e os royalties do petróleo, a dificuldade do Estado em honrar os compromissos para os Jogos, dificuldades na prestação de serviços essenciais, como nas áreas de Segurança Pública, Saúde, Educação e Mobilidade.
 
 
Eduardo Cunha renuncia
à Presidência da Câmara
 
O presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), renunciou no dia 7 de julho à presidência da Casa. "Resolvi ceder aos apelos generalizados dos meus apoiadores. É público e notório que a Casa está acéfala, fruto de uma interinidade bizarra, que não condiz com o que o País espera de um novo tempo após o afastamento da Presidente da República. Somente a minha renúncia poderá pôr fim a essa instabilidade sem prazo. A Câmara não suportará esperar indefinidamente", disse, ao ler sua carta de renúncia em entrevista à imprensa no Salão Nobre da Câmara.  
 
 
 
Rodrigo Maia eleito 
presidente da Casa
 
Rodrigo Maia (DEM) foi eleito, com 285 votos, presidente da Câmara dos Deputados para o mandato “tampão” até fevereiro de 2017. O deputado Rogério Rosso (PSD-DF) recebeu 170 votos. Maia assumiu na noite do dia 14 de julho a presidência da Casa após a renúncia do ex-presidente, Eduardo Cunha (PMDB). Em seu quinto mandato, Maia é filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, já presidiu o Democratas e foi duas vezes líder do partido. Prometeu fazer uma gestão de diálogo da maioria com a minoria. 
 
 
 
Senado aprova impeachment e 
Dilma é afastada definitivamente
 
Por 61 votos a 20, o plenário do Senado decidiu no dia 31 de agosto pelo impeachment de Dilma Rousseff. Não houve abstenção. O resultado foi comemorado com aplausos por aliados do presidente interino, Michel Temer, que cantaram o Hino Nacional, e proclamado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, que comandou o julgamento do processo no Senado, iniciado no dia 25 daquele mês. O processo começou no dia 25 de agosto e se arrastou até dia 31 do mesmo mês com a manifestação da própria representada, além da fala de senadores, testemunhas e dos advogados das duas partes. No último dia do julgamento, o ministro Ricardo Lewandowski leu um relatório elencando provas e os principais argumentos apresentados ao longo do processo pela acusação e defesa. Eduardo Cunha (PMDB) tinha aceitado a peça apresentada pelos advogados Miguel Reale Jr., Janaína Paschoal e Hélio Bicudo. No pedido, os três autores acusaram Dilma de ter cometido crime de responsabilidade fiscal e elencaram fatos de anos anteriores, mas o processo teve andamento apenas com as denúncias relativas a 2015. Entre as acusações pelas quais Dilma foi julgada estavam a edição de três decretos de crédito suplementares sem a autorização do Legislativo e em desacordo com a meta fiscal que vigorava na época, e as operações que ficaram conhecidas como "pedaladas fiscais", que se tratava de atrasos no repasse de recursos do Tesouro aos bancos públicos responsáveis pelo pagamento de benefícios sociais, como o Plano Safra.
 
 
 
Michel Temer toma posse 
e pede defesa em acusações 
 
O plenário do Congresso Nacional deu posse, no dia 31 de agosto, a Michel Temer como Presidente da República. Ele já estava no cargo interinamente desde o afastamento de Dilma Rousseff, em maio deste ano. A posse foi dada pelo presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB), no plenário do Senado, lotado de senadores, deputados, ex-parlamentares e convidados. Temer leu juramento em que se comprometeu a defender e respeitar a Constituição. Ele é jurista especializado em Direito Constitucional e atuou como parlamentar por cerca de 25 anos, entre mandatos assumidos como eleito e suplente. Foi presidente da Câmara dos Deputados por três vezes e eleito vice-presidente junto com Dilma Rousseff em 2010, e depois reeleito em 2014.
 
 
 
Show de luzes e mistura de ritmos 
dão o tom da abertura da Rio 2016
 
Como haviam adiantado os diretores criativos da cerimônia de abertura, projeções e luzes foram os principais recursos tecnológicos utilizados na abertura dos Jogos Olímpicos, no dia 5 de agosto. As projeções no chão do Maracanã criaram efeitos muito aplaudidos pelo público, como o voo do 14 Bis sobre o Rio de Janeiro, a transformação da floresta em um país tomado por plantações e grandes cidades e os traços arquitetônicos de Oscar Niemeyer no caminho da "Garota de Ipanema" Gisele Bündchen. 
 
O público cantou junto com energia e se levantou no momento mais animado da festa, quando o cantor Jorge Ben Jor interpretou seu clássico “País Tropical”. O momento da entrada das delegações também arrancou muitos aplausos. Grandes delegações, como a americana, a francesa e a britânica levantaram mais a plateia, mas países como Cuba, Palestina e Haiti também foram bem-aplaudidos. Com a primeira olimpíada em seu continente, países da América Latina como México, Paraguai, Peru e Uruguai foram calorosamente recebidos. O Brasil encerrou o desfile ao som de "Aquarela Brasileira" e fez tremer o estádio do Maracanã com gritos e palmas.
 
 
Dilma deixa Palácio da Alvorada 
sob chuva de pétalas de rosas 
 
A ex-presidente Dilma Rousseff deixou no dia 6 de setembro o Palácio da Alvorada, onde residia desde janeiro de 2011. Na ocasião, dirigiu-se à Base Aérea de Brasília, onde embarcou em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), com destino a Porto Alegre, onde passou a residir. Acompanhavam-na, ao aeroporto, o ex-ministro José Eduardo Cardozo, seu advogado no processo de impeachment, e os ex-ministros Kátia Abreu, Miguel Rossetto, Jaques Wagner e Ricardo Berzoini e alguns senadores petistas.
 
 
Paralimpíada cercada de emoção,
luzes, dança e música brasileira
 
Foi mais uma bela festa no Maracanã. Com intensa participação do público, os Jogos Paralímpicos Rio 2016 foram abertos no dia 7 de setembro. O espetáculo, dirigido por Vik Muniz, Marcelo Rubens Paixa e Fred Gelli, alternou momentos de muita intensidade com calmaria. A organização usou muitos recursos de projeção de luz para simular cenários e interagir com os figurantes. No final, o nadador Clodoaldo Silva acendeu a pira paralímpica e deu início aos jogos.
 
O Hino Nacional foi executado pelo renomado pianista e maestro brasileiro João Carlos Martins. Enquanto tocava o hino ao piano, figurantes com guarda-sóis fizeram desabrochar a Bandeira Brasileira no campo do Maracanã. Para a entrada dos atletas, os idealizadores pensaram em uma interação deles com a cerimônia. Entrando depois de apenas meia hora de espetáculo, cada uma das delegações trouxe uma peça de um quebra-cabeça. Os 286 atletas e comissão técnica do Brasil revigoraram o ânimo do público. Juntas, as peças, que traziam os rostos dos atletas estampados, formaram um coração no meio do campo. Com ajuda de projeções de luz, o coração parecia pulsar diante dos olhos de todos. Um festival de fogos iluminou os céus do Rio de Janeiro, em mais um momento de arrepiar.
 
 
Câmara cassa mandato de Cunha 
por 450 votos a favor e 10 contra
 
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou no dia 12 de setembro, por 450 a favor, 10 contra e 9 abstenções, a cassação do mandato do deputado afastado Eduardo Cunha. A medida pôs fim a um dos mais longos processos a tramitar no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, que se arrastava por 11 meses e interrompeu o mandato de um dos políticos mais controvertidos dos últimos anos. Agora, Cunha perdeu o mandato de deputado e ficou inelegível por oito anos, mais o tempo que lhe restava da atual legislatura.
 
 
João Doria é eleito 
prefeito de São Paulo
 
João Doria (PSDB) foi eleito, em primeiro turno, prefeito de São Paulo. O candidato tucano obteve 53,4% dos votos válidos, deixando para trás, em segundo lugar com 16% dos votos, o candidato Fernando Haddad (PT), atual prefeito da Capital paulista. Celso Russomano (PRB) ficou com 13% dos votos contabilizados. O empresário João Doria disputou nessa eleição o primeiro cargo eletivo. Tem 58 anos e é formado em Jornalismo e Publicidade. Foi apresentador de televisão, com programas na TV Bandeirantes, Manchete e Rede TV! Empresário, tem um grupo de marketing que promove eventos e iniciativas culturais e publicações. Em 2003, fundou o Grupo de Líderes Empresariais (Lide), entidade com 1,7 mil empresas filiadas. Foi secretário de Turismo da Capital paulista na gestão do então prefeito Mário Covas e presidente da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur) no governo do presidente José Sarney.
 
Eduardo Cunha preso pela
Polícia Federal em Brasília 
 
O deputado cassado Eduardo Cunha foi preso no dia 19 de outubro em Brasília, no âmbito da “Operação Lava-Jato”, por representar risco às investigações. O pedido de prisão preventiva do ex-presidente da Câmara dos Deputados foi emitido pelo juiz Sérgio Moro, que conduz as investigações da “Lava-Jato”, na primeira instância. 
 
 
Velório de jogadores
da Chapecoense é 
marcado por homenagens 
 
Debaixo de muita chuva e sob forte emoção, desembarcaram na manhã do dia 3 de dezembro os corpos das vítimas do acidente aéreo da Chapecoense na Arena Condá.  A retirada dos corpos das três aeronaves que vieram da Colômbia teve início por volta de 10 horas e demorou cerca de 50 minutos. Soldados do Exército formaram um corredor por onde passaram os caixões, que estavam cobertos com um pano branco com o símbolo da Chapecoense e uma faixa com o nome de cada uma das vítimas. O primeiro e o último caixão retirados receberam uma salva de tiros. O voo que levava o time da Chapecoense caiu no dia 29 de novembro, quando chegava a Medellín. Setenta e uma pessoas, entre passageiros e tripulantes, morreram e seis ficaram feridas – quatro brasileiras e dois tripulantes bolivianos.
 
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