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Diário de Sorocaba

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<< EDITORIAL A reconstrução do futuro

Publicada em 30/12/2016 às 09:20
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Nestes dias em que falta pouco para a aurora de um novo ano, o Brasil continua estagnado na maioria de suas atividades produtivas. Baixo desempenho, tributação excessiva, violência sem fim, desemprego se renovando a cada dia, perversa distribuição de renda, criminalidade fora de controle, saúde e educação se aproximando do fundo do poço. Como se não fosse organismo de um país democrático, nos últimos anos o Estado manteve o desprezo pelas atividades produtivas e a irresponsabilidade no que diz respeito às suas obrigações constitucionais. Não é de hoje que o País vem sendo movido pela coragem, criatividade e esforço de superação pelo capital e trabalho.                    
A corrupção, por exemplo, que há muito tempo vem sendo um antipresente de Natal e Ano-Novo para os brasileiros, ceifa a riqueza, agride a pobreza e promove cada vez mais a esperteza entre os espertalhões sem fim. O Brasil não tem escolas e hospitais públicos de qualidade, não realiza programas habitacionais adequados, não tem infraestrutura para atender à produção, não tem política industrial e econômica voltada para o crescimento, enfim, apesar de todo o seu potencial, somos um país que faz questão de marcar passo, enquanto os criminosos de terno engomado não se cansam de roubar a todos.                   
O que sempre reinou nos últimos 14 anos foi o populismo eleitoral exacerbado, a governança aética, o desprezo do ensino como base da prosperidade e a corrupção que nesse período tomou conta do Brasil. Quando a politicalha evolui, a vergonha nacional nunca deixa de prevalecer. O povo vive de ilusão e o governo sempre foi especializado nisso nos últimos anos.
 
O crescimento previsto pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, não deixa de ser um ótimo presságio para o novo ano, já que pressupõe a geração de mais empregos e aumento da renda dos trabalhadores. Mas junto ao pacote de medidas anunciadas, como desoneração das folhas de pagamento das empresas e redução de juros, é preciso que haja investimentos maciços na infraestrutura do País. 
 
Na aurora de um novo ano e acima da política matreira, o País realmente precisa mudar, começando por uma perspectiva concreta de crescimento econômico. Mais do que nunca, é preciso reconstruir o futuro. O que se espera é que o Ano-Novo comece para valer e o ano Velho acabe de uma vez por todas. Que os bons resultados da economia durante o ano que está nascendo levem ao maior desenvolvimento do Brasil e à melhoria da qualidade de vida da população.   
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