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Diário de Sorocaba

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<< EDITORIAL Convergência em favor do Brasil

Publicada em 27/12/2016 às 09:52
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Tendo em vista que o cenário econômico deixado pelo governo Dilma Rousseff não foi brincadeira, o melhor a se fazer nesta virada do ano é torcer para que o governo Michel Temer possa alcançar sucesso o quanto antes, caso contrário 2017 poderá ser mais um ano perdido para os brasileiros. O problema é complexo. O Brasil precisa reduzir o seu déficit orçamentário, facilitar os investimentos internos e externos, enfrentar o problema do desemprego e manter a estabilidade da moeda. Sem as reformas que se fazem necessárias e sem o controle dos gastos públicos, será cada vez maior o receio sobre a capacidade do País de evoluir e crescente o risco de o governo a ser eleito em 2018 assumir o poder confrontado com uma situação de iminente insolvência fiscal. A taxa de juros, o nível de desemprego e o equilíbrio das despesas públicas exigem providências urgentes para ser domadas.
 
Não há como negar que, mais do que nunca, a saída da crise exige unidade, ou seja, a convergência de interesses em prol do Brasil. É preciso que as lideranças políticas deixem de lado a mesquinharia e assumam, com a responsabilidade que se espera, o amadurecimento da democracia brasileira. Todo mundo tem a obrigação de se recompor em benefício de todos os brasileiros. Na verdade, a política brasileira vem perdendo tudo aquilo de valor que construiu desde o final dos anos 80 em termos de identidade programática das siglas partidárias. Neste momento, há que haver bom senso e consciência por partes de todos para que o Brasil consiga sair do fundo do despenhadeiro em que se enfiou. É importante lembrar que política é a arte de fazer possível o que é necessário. 
 
Depois dos entraves políticos, econômicos e sociais que tomaram conta do País nos últimos dois anos, é preciso estar aberto às inovações nas práticas democráticas e que permitam novas formas de participação na vida política nacional. O que se percebe é que o sistema político soltou-se da sociedade, com os governantes e políticos cada vez mais distantes de todos. O que se nota de maneira muito clara é que as instituições não conseguem mais responder à dinâmica social e acabam não sendo funcionais para a governabilidade e o sistema político. O que falta é uma base de sustentação que se identifique com o povo.
 
O que se espera é que, com a chegada de 2017, todo o descompasso que existe hoje possa ser revertido em benefício da Nação. Há que haver uma agenda mínima do governo e das lideranças políticas para que a população brasileira não continue a levar a pior.        
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