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Diário de Sorocaba

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<< EDITORIAL Soluções urgentes para a saúde no País

Publicada em 21/12/2016 às 07:18
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Não é de hoje que os prefeitos e secretários municipais de Saúde de todo o Brasil vêm alertando para a possibilidade de um colapso no Sistema Único de Saúde (SUS) já no primeiro trimestre de 2017, em decorrência de cortes de repasses financeiros pelo governo federal a programas essenciais. A situação atual, com um atendimento que deixa muito a desejar, está colocando em xeque, inclusive, o Serviço de Atendimento de Urgência (Samu 192). Um dos problemas é que a crise nas contas do governo acabou implicando no contingenciamento de quase R$ 6 bilhões do Ministério da Saúde para este ano, determinados ainda na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff.          
 
Diante de tal situação, os municípios é que sofrem as consequências, já que os serviços vinculados aos setores de urgência e emergência não têm como atender à população como se deve. Basta verificar o que acontece com as Santas Casas e, inclusive, como o que está ocorrendo agora, com o Hospital Santa Lucinda de Sorocaba.
 
Todo mundo sabe que há anos a saúde vem pedindo socorro. Por mais que se faça, como ocorre em Sorocaba, sempre é preciso fazer muito mais. O atendimento de saúde é muito caro e engana-se quem pensa que o que onera os custos são os salários de médicos, enfermeiros e outros profissionais que atuam na área. Todas as despesas pesadas são direcionadas para todo o sistema e com medicações, equipamentos, manutenções de todos os tipos, luz, energia, água, limpeza, alimentação, controle de infecções e muito mais. 
 
Tudo isso, como ninguém ignora, custa muito caro para os hospitais e para as unidades de pronto-atendimento. Daí a razão de o SUS precisar sempre mais, já que as contas nunca fecham. O que se vê atualmente é um subfinanciamento que a população não consegue enxergar, mas que pesa demais no orçamento de todos os hospitais e nos serviços que devem ser prestados. 
 
O que falta no País, de maneira definitiva, a exemplo do que existe nos países mais desenvolvidos, são políticas públicas que ataquem esse problema com responsabilidade e muito mais seriedade. São muitos os problemas, principalmente os desvios de recursos, que proliferam em todo o sistema de saúde brasileiro. Só com conversa fiada jamais as coisas vão melhorar, em prejuízo de todos os contribuintes.  
 
Todos precisam levar em conta que tudo vai de mal a pior em razão da crise financeira pela qual passam todos os municípios brasileiros, com arrecadação menor neste ano e um contingente cada vez maior de pessoas desempregadas dependentes dos serviços públicos. Os governantes e a classe política precisam  atentar para o que está acontecendo e buscar soluções urgentes para evitar que o caos na saúde venha a se estabelecer de forma irreversível no Brasil.    
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