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<< EDITORIAL Batalha contra a Aids

Publicada em 02/12/2016 às 09:26
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Quando o mundo todo comemora nestes dias a passagem da Semana Mundial de Luta contra a Aids, nunca é demais lembrar que o número de pessoas infectadas pelo vírus da doença continua sendo dos mais altos no Brasil. Levando-se em conta tudo aquilo de pior que essa doença representa, é importante destacar que a luta desigual e sem fronteiras que se trava no País contra a síndrome de deficiência imunológica adquirida precisa ser intensificada com urgência. Hoje, infelizmente, o que se percebe é que o governo não tem contribuído de maneira suficiente com o aumento dos recursos necessários, principalmente nos programas de prevenção, além de não focar o máximo de esforços nas populações mais favoráveis. 
 
Apesar do alerta contra a doença que vem sendo anunciado há muito tempo pela ONU (Organização das Nações Unidas), inclusive com a proposta de a Aids estar erradicada até 2030, parece cada vez mais uma meta muito distante a ser alcançada. De acordo com os órgãos que atuam no setor, no Brasil apenas 57% das pessoas infectadas sabem que são portadoras do vírus e somente 46% têm acesso ao tratamento convencional. Na verdade, a discriminação que ainda hoje existe tem sido um grande fator negativo, apesar de alguma coisa já ter melhorado neste aspecto nos últimos anos. O fato, porém, é que, quando as pessoas descobrem que têm o vírus, muitas parecem que morrem por dentro, enquanto outros podem até reagir dando uma reviravolta e vencendo esta terrível morte interna, mas tudo, naturalmente, vai depender de cada um.                 
 
Sabe-se, também, que a ciência fez e continua fazendo importantes descobertas sobre o comportamento do vírus e novos medicamentos existem no âmbito terapêutico aumentando as esperanças desses pacientes. O fato, porém, é que muito ainda precisa ser feito contra a Aids, daí a razão de de todas as pessoas, principalmente aqueles que estão na faixa de risco maior, fazerem tudo que for necessário para se protegerem contra a transmissão sexual da doença. Não se pode achar que certas coisas só acontecem com os outros.               
 
Tratando-se de uma questão médica, social e moral, tratar de um paciente sem sistema imunológico não deixa de ser algo muito difícil. Como dissemos, os programas assistenciais melhoraram, mas ainda deixam muito a desejar. Por isso, é preciso confiar que a ciência, o governo e a sociedade melhorem o enfrentamento deste terrível mal, apesar de todos os obstáculos que surgem. Cada um deve fazer a sua parte para que as coisas não se tornem ainda mais dramáticas para quem precisa de tratamento especializado.                  
 
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