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Diário de Sorocaba





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<< EDUCAÇÃO Contra a gastança irresponsável

Publicada em 29/11/2016 às 09:34
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Todo mundo sabe muito bem do potencial brasileiro para crescer e se desenvolver em benefício de toda a Nação. Atualmente, por exemplo, a situação econômica do Brasil atravessa um momento de pouca expansão, praticamente estagnada nos últimos cinco anos. Neste período de vacas magras, quando as empresas, o comércio, os trabalhadores e a população em geral foram obrigados a enfrentar um sufoco paralisante que inibiu todas as atividades produtivas, o País só andou para trás. As coisas só não estiveram piores graças ao arrojo da iniciativa privada. 
 
Diante daquilo que o País tem condições de produzir para si e para o mundo, é de se lamentar a postura dos governantes que sempre insistiram em dizer que as coisas estavam bem demais, esquecendo-se de que, não fosse o pecado da inércia governamental, elas poderiam caminhar muito melhor para todos os brasileiros.  
 
É impressionante, por exemplo, o gigantismo da máquina pública federal. Nunca há dinheiro suficiente para bancar a gastança, o que, naturalmente, acaba exigindo uma arrecadação de tributos cada vez maior, tudo em prejuízo dos contribuintes, que não recebem de volta, em forma de melhoramentos públicos, tudo aquilo que pagam com grande sacrifício. Basta lembrar que o Brasil continua a ter ministérios demais, muitos dos quais só servem para jogar dinheiro fora para abrigar apaniguados políticos às custas dos contribuintes. 
 
Se o dinheiro jogado fora com coisas inúteis não fosse tanto, com certeza os brasileiros estariam numa situação bem melhor. Daí o peso dos impostos, das taxas e de outras contribuições crescerem sem parar. 
 
Claro que sempre será necessária a contratação de mais profissionais para a saúde, educação, segurança pública e outras atividades de responsabilidade da União. O que ocorre, porém, é que a gastança é muito maior para coisas inúteis que não significam nada para a população em geral. 
 
Tudo isso provoca o inevitável questionamento sobre o papel do Estado e sobre o tamanho que as estruturas públicas devem ter para ser eficientes na prestação dos serviços que são de sua responsabilidade. Ao longo dos anos, a criação de mais e mais ministérios não contribuiu em nada para melhorar alguma coisa no País, servindo apenas para acomodar os interesses dos grupos aliados. 
 
Os políticos sérios e a sociedade brasileira organizada deveriam batalhar com mais empenho para reverter essa deplorável situação, que só prejudica o País. Mais do que nunca, o que falta mesmo é a implantação, como a que tramita agora no Congresso Nacional, de uma nova estratégia de rigor fiscal e de eficiência administrativa que, impedindo a expansão da gastança irresponsável, garanta recursos para investimentos nas áreas de infraestrutura e de modernização do País.     
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