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<< EDITORIAL Cargos que não acabam mais

Publicada em 25/11/2016 às 07:36
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Se os governantes de todas as esferas do poder - federal, estadual e municipal - fizessem uma ampla revisão dos cargos públicos e da importância de cada um deles, certamente contribuiriam, e muito, para reduzir a burocracia, ou seja, os trâmites que fazem o cidadão levar um formulário ali, preencher aqui, esperar um mês, depois carimbar ali, pagar aqui e esperar outros trinta dias  para conseguir o documento desejado. Se fossem menos os cargos, tudo poderia andar mais rápido e evitar, inclusive, os casos de corrupção e pagamento de propinas.
 
Infelizmente, não é o que acontece, com os governantes preferindo criar novos cargos para abrigar apaniguados políticos, inchando a máquina pública e tornando tudo muito mais difícil. Eles parecem não saber que o número excessivo de funcionários em determinados órgãos só contribui para complicar e não facilitar as coisas, fazendo o poder público se tornar mais lento, ineficiente e desorganizado. Com tanta gente sobrando e não fazendo nada, é claro que os governantes precisam arrecadar mais e mais impostos caso contrário fica difícil manter em dia os gastos inúteis da máquina administrativa. Com isso, quem leva a pior são os contribuintes, que sempre são obrigados a desembolsar mais. 
 
Por essas e mais aquelas é que os brasileiros vão se empobrecendo, fazendo de tudo para tentar manter equilibrado o orçamento doméstico, mas a grande maioria não consegue, endividando-se o ano inteiro.  
 
Um governo que se preza deveria levar tudo isso em consideração, agindo com mais responsabilidade para evitar o sacrifício da população. É de se lamentar, portanto, que a gestão pública deixe tanto a desejar. Enquanto a burocracia, o desperdício, a corrupção e a dívida pública ganham espaço contra tudo e contra todos, os governantes ficam perdidos em seus gabinetes sem saber exatamente o que fazer. Os piores exemplos de tudo isso foram dados pelos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff. 
 
Dessa forma, o Brasil continua seguindo o seu triste destino de ser um país de grande potencial, mas que não cresce como poderia, jogando por água abaixo grandes oportunidades para todos, principalmente para a juventude, que nunca consegue no mercado de trabalho uma colocação satisfatória. Tudo isso não deixa de ser extremamente desanimador. O que o presidente Michel Temer precisa, o quanto antes, é adotar uma estratégia adequada para evitar os conflitos sociais em forma de violência, criminalidade, desemprego e fome. Para tanto, é preciso fazer sobrar mais dinheiro para todos os serviços públicos de que a população tem necessidade.                                      
 
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