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<< EDUCAÇÃO Ensino Médio na rede municipal é debatido em Audiência Pública

Publicada em 25/11/2016 às 07:31
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Com o tema “Educação Municipal: Desafios e Mudanças do Ensino Fundamental e Médio”, a Câmara Municipal realizou audiência pública na noite de quarta-feira (23), com a presença de professores, pais e alunos das escolas municipais. A iniciativa partiu do vereador Carlos Leite (PT), autor do projeto de emenda à Lei Orgânica de Sorocaba que busca assegurar a continuidade do Ensino Médio nas quatro escolas municipais que já oferecem esse nível de ensino e também prevê sua ampliação gradativa para as demais escolas do Município. Presidida pelo vereador Carlos Leite, a mesa dos trabalhos foi composta pelo vereador Anselmo Neto (PSDB); professor José Eduardo de Carvalho Prestes, da Diretoria de Ensino de Sorocaba; e vereadora eleita e ex-deputada federal Iara Bernardi.
 
O vereador Anselmo Neto defendeu que o Município mantenha não só o Ensino Fundamental I, mas também o Fundamental II em sua integralidade e sustentou ainda que o Ensino Médio nas escolas em que já existe seja mantido. Hoje, o Município oferta o Ensino Médio nas escolas Leonor Pinto Tomaz, Dr. Getúlio Vargas, Achilles de Almeida e Flávio de Souza Nogueira. Já a vereadora eleita Iara Benardi lamentou a ausência de um representante da Secretaria de Educação da Prefeitura na audiência, uma vez que o titular da Pasta, Flaviano Agostinho de Lima, não pôde comparecer devido a problemas de saúde.
 
O vereador Carlos Leite explicou que a decisão de apresentar o projeto de emenda à Lei Orgânica do Município se deve ao fato de que o prefeito Antônio Carlos Pannunzio, no ano passado, anunciou mudanças gradativas no Ensino Fundamental II e no Ensino Médio da Rede Municipal de Ensino. “O prefeito e o secretário de Educação disseram que tinham de atender as questões legais, no caso a LDB (Lei de Diretrizes Básicas da Educação), e que, para garantir vagas em creches e pré-escolas e no Ensino Fundamental I, o Município deixaria de oferecer o Ensino Fundamental II, da 5ª a 8ª série, e o Ensino Médio, do 1º ao 3º ano”, explicou, afirmando que sua emenda tem como objetivo evitar que isso ocorra, garantindo a continuidade desses níveis de ensino no Município.
 
PARTICIPAÇÃO POPULAR – A audiência pública contou ainda com a participação de professores, alunos e pais de alunos, que puderam se manifestar. Rosana Gentil, professora do Ensino Estadual e mãe de aluno da Rede Pública Municipal, disse que “não se pode cortar orçamento da Educação, pois Educação é sinônimo de desenvolvimento”. A estudante Thábata acrescentou ser “vergonhoso cortar gastos na Educação, que é prioritária para qualquer ser humano”. Por sua vez, Amanda, estudante do `Achilles de Almeida´, valeu-se do mesmo argumento e acrescentou que o Ensino Médio do Município sempre registrou muita qualidade. “São anos de histórias, de prêmios, de medalhas que o Ensino Médio do Município conquistou”, disse, lamentando sua extinção, caso se concretize.
 
Luciane, mãe de uma aluna do `Matheus Maylasky´ com problemas de audição, queixou-se de que a filha estudou no `Achilles de Almeida´ e foi para a Escola Estadual “Professor Ezequiel Machado Nascimento”, no Jardim Santa Rosália, onde, segundo ela, não está tendo o devido apoio pedagógico. A mãe afirmou que a Escola está sendo invadida por alunos de outras escolas, que estão protestando contra as propostas de corte do governo federal e que esses alunos “esmurram as crianças da Escola”. 
 
FALTA DE DEBATE – A vereadora eleita Iara Bernardi, rebatendo que “não tem alunos invadindo escola, tem aluno ocupando escola”, criticou os cortes propostos pelo governo federal. E lamentou que a Prefeitura não venha investindo no Ensino Médio há muito tempo, pois “não contrata professores novos, não faz concurso e lança mão de substitutos”. Também criticou o Paço por não ter debatido as mudanças propostas com a comunidade escolar e, juntamente com o vereador Anselmo Neto, assumiu o compromisso, como vereadora eleita, que, se o projeto de emenda à Lei Orgânica do Município de Carlos Leite não for aprovado neste ano, ele será reapresentado no próximo ano.
 
Anselmo Neto explicou que, no pacto federativo, o Município é o menos contemplado com os recursos dos impostos e disse que os vereadores têm feito emendas para tentar garantir o Ensino Médio municipal, mas que essa decisão vai depender do futuro prefeito. Questionado pela aluna Camile, da Escola `Flávio de Souza Nogueira´, Anselmo Neto garantiu que é a favor do projeto de Carlos Leite, razão pela qual estava participando da audiência pública.
 
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