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Diário de Sorocaba





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<< EDITORIAL Economia mais movimentada

Publicada em 24/11/2016 às 08:43
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Apesar de tudo continuar muito indefinido no cenário econômico brasileiro, tudo indica que, estimulada pela maior oferta de crédito e pelo pagamento do 13º salário aos trabalhadores e aposentados, a situação deverá ter um significativo aquecimento até o final deste ano. Por sinal, nesta semana, já está sendo paga a primeira parte do abono para os que estão na ativa, enquanto os inativos já vão receber a segunda parcela, o que deverá movimentar mais o comércio varejista em geral. Há que se lembrar, também, conforme este jornal publicou em sua edição de ontem, que as vendas cresceram no varejo na região de Sorocaba e alcançaram R$ 2,7 bilhões no mês de agosto. E neste final de ano calcula-se que cerca de R$ 120 bilhões devem ser injetados no mercado de todo o País, representando pouco mais de 12% do que o registrado em igual período do ano passado. Além do crédito mais fácil, o aumento da renda e do emprego nesta época, sem se falar da inflação sob controle, fazem surgir um ambiente que contribui para elevar o otimismo do brasileiro. 
 
Sabendo disso, as empresas já produziram um pouco mais de dois meses para cá e os lojistas estão preparando contratações temporárias e reforçando os estoques, embora de maneira moderada. Há que se levar em conta, também, que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central estagnou a taxa básica de juros. Apesar de as coisas continuarem em compasso de espera, o fato é que tudo indica que a inflação mais mansa deverá ser favorável para reduzir o processo de aperto monetário adotado ao longo deste ano. O principal argumento é o fato de a inflação ter entrado em declínio nos últimos meses, não existindo, atualmente, nenhuma pressão sobre os preços.                
 
Apesar de existir um clima mais favorável ao otimismo, que sempre é embalado pelas festas de final de ano, todo mundo deve levar em conta que o consumo excessivo sempre é um risco a atormentar o orçamento doméstico das famílias. Não há como deixar de reconhecer que o consumo crescerá muito neste período, o que não deixa de ser positivo. Porém, o importante é controlar o apetite consumista, sem se falar da necessidade de os setores produtivos estarem preparados para atender ao aumento da demanda. Se assim não for, o início de 2017 poderá trazer uma série de inconvenientes, entre eles uma nova onda de alta dos juros básicos. 
 
Desde que tudo seja feito com os pés no chão, evitando-se os excessos que muita gente não sabe como controlar, o final de 2016 e a virada do ano poderá ser sem tantos atropelos para todos, pelo menos no que diz respeito às finanças de cada um. A partir daí é que o ano que vem poderá começar a ser melhor para todos. 
   
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