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<< EDITORIAL Mais oportunidades para os jovens

Publicada em 20/11/2016 às 09:34
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Ao mesmo tempo que tudo passa velozmente, também já passou da hora de o Brasil começar a enfrentar de uma vez por todas o problema do desemprego que se alastra cada vez mais por todo o território nacional. Basta lembrar que não são poucos os brasileiros que, diante de tantas necessidades, estão vendendo seus bens para pagar uma série de despesas, como energia elétrica, escola para os filhos, gasolina para o carro, alimentação e muito mais. Embora tenha se mantido estável nos últimos meses, o número de brasileiros que utiliza algum tipo de poupança é bem maior do que dois anos atrás.                 
 
Antes de mais nada, é preciso que os governantes, os empresários e a própria sociedade brasileira tenham em mente o desespero que toma conta do trabalhador desempregado. Em tais circunstâncias, são muitos os jovens que dificilmente escapam da marginalidade. Tudo isso é que precisa ser levado em conta, antes que as coisas se tornem sinistras demais.
 
O momento certo no qual um adolescente deve começar a trabalhar sempre é motivo de polêmica no País. Enquanto alguns poucos empresários bem-sucedidos gostam de contar que deram o primeiro passo para sair da miséria ao pegarem no batente já na infância, a população em geral acha que os menores recrutados pelo tráfico de drogas ou exploradores de mão de obra barata teriam mais chances na vida se a legislação trabalhista ou o Estatuto da Criança e do Adolescente fossem menos exigentes. 
 
A verdade é que a integração da tecnologia ao dia a dia das empresas exige de imediato conhecimentos que só uma dedicação exclusiva aos estudos pode propiciar. Sem isso, as oportunidades encolhem e restam os empregos mal-remunerados. Resumindo, por mais envolventes que sejam as histórias de ascensões meteóricas, o fato é que só a educação garante saltos na vida profissional. Ao longo dos anos, uma grande conquista para o País foi conseguir oferecer escola para todas as crianças e adolescentes. Mas o problema da evasão se mantém. Pode-se afirmar por trás disso estão as drogas e a necessidade de trabalhar para ajudar a família.
 
O fato é que deve ser encontrado meios mais práticos para ajudar o jovem a superar o bloqueio do primeiro emprego, pois as empresas fazem muitas exigências, como a experiência prévia. É bem verdade que um dos maiores programas nesse sentido é o Jovem Aprendiz, através do qual as empresas com mais de 100 funcionários podem contratar por dois anos menores a partir de 14 anos. Só que, infelizmente, ele não funciona como se deve, já que nem todas as pessoas procuram utilizá-lo. Não há como negar que falta boa vontade para que as parcerias possam se multiplicar. 
 
Em torno de tudo isso, as iniciativas só terão sucesso se um problema for resolvido pelo poder público: a falta de qualidade do ensino. Sem uma escola eficiente, o jovem jamais conseguirá sair de sua condição de aprendiz para a de um profissional pronto para disputar vagas no mercado de trabalho com bons salários. 
 
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