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<< EDUCAÇÃO Escola do Jardim Guaíba completa uma semana de ocupação hoje

Publicada em 18/11/2016 às 06:43
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Com aulas sendo ministradas normalmente e funcionários trabalhando, a ocupação da Escola Estadual “Prof. Jorge Madureira”, no Jardim Guaíba, zona norte da cidade, completa nesta sexta-feira (18) uma semana de duração. Marcado por um protesto pacífico e com foco na conscientização dos estudantes como destacam os estudantes, o ato busca assim, segundo eles, “alertar sobre os prejuízos das medidas do Governo Temer ao ensino no País”.
 
De acordo com os estudantes Andrew Lucas Tavares, 17 anos, e Abner Henrique Silva de Camargo, 18 anos, a ocupação é contra a Projeto de Emenda Constitucional (PEC-55) que limitas os gastos públicos por 20 anos; a Medida Provisória (MP) que reformula o Ensino Médio; o recurso jurídico de autotutela que permite o Estado desocupar escolas sem ordem judicial e a lei da mordaça, que proíbe qualquer tipo de doutrinação ideológica na sala de aula. “Nossa ocupação é de conscientização de base, que é explicar para os alunos o que está acontecendo no nosso País e pelo que a gente está lutando”, afirma Andrew.
 
Com a ocupação pacífica, os estudantes dizem não temer ações de autotutela por parte do Governo de Estado, já que o protesto não está atrapalhando o funcionamento normal da Unidade. “Enquanto estiver tendo aula, não tem como a autotutela atingir a gente”, acrescentou Abner, lembrando inclusive que os alunos estão se mobilizando para fazer ações em prol da Escola, como limpar a calçada do prédio, pintar banheiros e cortar a grama. De acordo com os estudantes, atualmente 40 alunos ocupam o prédio da "Jorge Madureira", sendo que desse número 20 dormem no prédio durante a noite e se alimentam com doações da comunidade e com mantimentos que eles mesmo levam de casa.
 
MOVIMENTO - Andrew e Abner, que são membros do Grêmio Estudantil da "Jorge Madureira", reconhecem, por outro lado, que a autotutela tem prejudicado estudantes e impedido de ocuparem mais escolas, como aconteceu em 2015, quando 21 prédios foram tomado por alunos em Sorocaba. "No ano passado, era mais fácil, porque demorava muito para o Estado conseguir o aval para desocupar uma escola. Hoje, com a aututela, a gente não tem mais isso", compara Abner, que vê nesta ocupação pacífica da escola do Jardim Guaíba uma nova forma de protesto: "Nós temos como objetivo criar um pólo para que outras escolas venham aqui e a gente possa discutir novas formas de protesto para expandir o movimento", asseverou.
 
ETEC DESOCUPADA - A ocupação da Escola Técnica Estadual “Rubens de Faria e Souza”, no início da rua Comendador Pereira Ignácio, ao lado da Rodoviária, anunciada na quarta-feira (16), durou, por outro lado, apenas um dia. Após tomarem a decisão de ocuparem o prédio pacificamente, mantendo as aulas e deixando os funcionários transitarem normalmente pelo prédio, durante a manhã de ontem, em assembléia, mais duas consultas foram realizada pelos estudantes e ficou deliberado pela desocupação da ETEC. 
 
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