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<< AGENDA CULTURAL 'Pequeno Segredo' e 'Horizonte Profundo' trazem realidade às telonas

Publicada em 10/11/2016 às 07:21
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Em um movimento quase raro, as salas locais de cinema se preparam para receber a partir desta quinta-feira (10) dois filmes baseados em fatos reais. Numa mistura de documental e ficção, o longa “Pequeno Segredo” estreia com o objetivo de justificar sua escolha para representar o Brasil no Oscar. Já “Horizonte Profundo: Desastre no Golfo” traduz a ambição hollywoodiana ao adaptar, num longa de ação e drama, um os piores desastres ecológicos da história dos EUA.
 
A existência de “Pequeno Segredo”, do cineasta David Schurmann, era desconhecida até o nome do longa ter sido anunciado pelo Ministério da Cultura (MinC), em Brasília, como representante brasileiro na disputa de uma estatueta do Oscar na categoria de “Melhor Filme Estrangeiro” ante o arrasa-quarteiro “Aquarius”, que era o favorito à vaga brasileira. Logo começaram a pipocar criticas à decisão do MinC, que achegou a ser acusado de boicotar o filme de Kléber Mendonça Filho devido ao protesto que os atores do longa fizeram contra o processo de `impeachment’ da presidente Dilma Rousseff em Cannes, em maio deste ano. 
 
Se na escolha o Ministério da Cultura pretere a narrativa de cunho extremamente político de “Aquarius’’ pela história de amor familiar em “Pequeno Segredo”, Schurmann usa de todas as táticas e linguagens do drama para cativar o espectador e, principalmente, fazê-lo chorar. Baseado em fatos reais – mais precisamente a sua família –, o filme narra a trajetória dos Schurmanns, família catarinense que ficou famosa por dar volta ao mundo em um veleiro, registrando a viagem em documentários pela Internet que viraram até quadro no “Fantástico” (TV Globo). 
 
O filme em questão, segundo produzido sobre a família, trata do relacionamento de Heloísa e Vilfredo Schurmann com a pequena Kat Schurmann, filha adotiva do casal, morta em 2006. Acompanhando três histórias conectadas por um segredo envolvendo a menina, o longa conta a saga de Robert, um neozelandês que vem para a Amazônia e se apaixona por Jeanne, com quem tem uma filha, e depois conhece o casal de velejadores que está viajando o mundo.  Enquanto enfrenta o preconceito de sua mãe, que rejeita a nora, Robert acaba tomando a difícil decisão de doar a filha para o casal de amigos. 
 
CINECATÁSTROFE – Muito famosos na década de 70 e 90, os chamados `filmes catástrofes´ foram outro subgênero que perdeu popularidade nos últimos anos devido ao impulso das adaptações de `best-sellers´ e histórias em quadrinhos na indústria cinematográfica. Dividido em dois eixos principais - catástrofes reais e fictícias –, o subgênero já apresentou neste ano “Independence Day: O Ressurgimento”, que se enquadra à segunda categoria. Agora, a aposta de Hollywood é em “Horizonte Profundo: Desastre no Golfo”, que adapta a tragédia real envolvendo o vazamento de petróleo na plataforma de perfuração marítima Deepwater Horizon, no Golfo do México, a pior da historia dos Estados Unidos. 
 
O filme, dirigido por Peter Berg (“Battleship - A Batalha dos Mares”, “Hancock”), acompanha a história de Mike Williams (Mark Wahlberg) e os demais trabalhadores embarcados na plataforma petroleira e que lutam para escapar com vida do terrível acidente que deixou 11 mortos e um rastro de destruição sem precedentes na história da extração do óleo. O longa, apesar de não pautar muitas questões ecológicas, preza por apontar claramente quem são os culpados pela tragédia que abalou os americanos em 2010.
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