Sexta-Feira, 3 de Julho de 2020

Diário de Sorocaba





Leia a edição impressa na íntegra


Clique aqui para acessar a edição do dia
buscar

<< EDITORIAL A formalização de empreendedores

Publicada em 09/11/2016 às 07:03
Compartilhe: IMPRIMIR INDICAR COMENTAR

Merece ser repercutida a notícia divulgada por este jornal em sua edição de ontem sobre o número de micro e pequenos empreendedores (MEIs) formalizados em Sorocaba durante o mês de outubro. Com 424 novos registrados, a cidade é a segunda do Estado a formalizar o maior número de empreendedores, superando municípios como São José dos Campos, Santo André, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. Esse fato demonstra, mais uma vez, como a dinâmica do empreendedorismo se destaca e avança em todos os setores de atividades da cidade. 
 
Na verdade, não são poucos os sorocabanos e brasileiros que sempre enfrentam uma série de dificuldades para conseguir um emprego, nunca deixando de sonhar com a possibilidade de montar o próprio negócio. Recorda-se que, na década de 90, o desemprego, que estava na casa dos dois dígitos, levou muita gente a utilizar a indenização do FGTS para montar um pequeno comércio ou uma empresa de prestação de serviço. Outros, bem empregados, procuraram abrir um negócio para melhorar a renda sempre corroída pela inflação. Posteriormente, chegou a era da estabilidade econômica com oferta de crédito e baixos índices de desemprego. Com isso, veio a decisão de se tornar pequeno empresário não pela necessidade, mas pela vontade de assumir risco - condição para ter sucesso no mundo dos negócios. 
 
Apesar dessa mudança, o Brasil da burocracia nunca deixou de atormentar os empresários, iniciantes ou não. Via de regra, demora-se mais de 100 dias para abrir qualquer tipo de empresa no País, enquanto nos demais emergentes isso é feito em um mês ou até menos. Tudo é muito complicado no Brasil. Além disso, há ainda outros itens do chamado custo Brasil, como funcionário com má formação escolar, violência urbana e infraestrutura ruim, aumentando as despesas com transportes. 
 
Atualmente, com mais ajuda dos governos em sanar essas falhas, sem se falar do estímulo das administrações municipais e, principalmente, do Sebrae, as coisas começaram a melhorar a partir de 2006, quando foi criada a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. E, aos poucos, ela vai pegando cada vez mais, como ocorre em Sorocaba, que sempre se destaca na formalização de novos empreendedores. Com isso, as empresas de pequeno porte têm direito a isenções tributárias, acesso a crédito subsidiado e um pouco mais de rapidez na abertura e fechamento do negócio. 
 
Em Sorocaba, como já vem ocorrendo há anos, o prefeito eleito José Antônio Caldini Crespo certamente também continuará a incentivar o aparecimento de novos micro e pequenos empresários. Para continuar vencendo esse desafio, há que se recorrer, também, à ajuda da tecnologia para que as coisas possam avançar sem parar em todas as atividades. O que se espera é que o poder público saiba como utilizar intensivamente os meios eletrônicos no cotidiano fiscal das empresas em Sorocaba.
 
Não há comentários nessa notícia.Seja o primeiro a comentar