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Diário de Sorocaba





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<< EDITORIAL Santo Aluísio

Publicada em 06/11/2016 às 08:45
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Uma feliz coincidência marca o calendário neste domingo, 6 de novembro: ao mesmo tempo em que em nosso País a liturgia da Igreja celebra a solenidade em honra de Todos os Santos (comemoração universal que no calendário romano aparece no dia 1º de novembro, mas que por aqui é transferida para o domingo seguinte por recomendação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil/CNBB, por não ser mais feriado a data), Sorocaba reverencia, uma vez mais, a memória de um dos principais expoentes de sua história de mais de 350 anos, a figura impar de Monsenhor Luiz Castanho de Almeida, o grande historiador que escrevendo sob o sugestivo pseudônimo literário de Aluísio de Almeida teve o condão de codificar toda a história local, abrindo pistas para que no presente e no futuro, com base em seus estudos e pesquisas relevantes, possam os historiadores, pesquisadores e outros estudiosos ir aprofundando-a e sistematizando-a cada vez mais.
 
Feliz coincidência porque esta solenidade litúrgica de hoje diz bem de perto da existência de nosso historiador maior, já testemunhada na própria missa exequial de corpo presente na igreja da Catedral quando do falecimento do Padre pelo segundo bispo diocesano de Sorocaba, dom José Melhado Campos, seu contemporâneo dos tempos de Seminário em Botucatu, em sua homilia, ao referir-se a Monsenhor Luiz Castanho de Almeida (´* Guareí – 6/11/1904 - + Sorocaba – 28/2/1981) como Santo Aluísio que aquela manhã era acolhido no Paraíso, na Comunhão9 dos Santos. Ou como ainda hoje solenemente pronuncia o historiador Adolfo Frioli, um de seus principais e mais próximos discípulos, ao lado do comendador Luiz Almeida Marins e Porphírio Rogick Vieira (os dois já falecidos), cada vez que se refere ao `mestre`: Santo Aluísio.
 
Quase quatro décadas já se passaram do falecimento de Monsenhor Castanho, porém sua memória se faz, graças a Deus, cada vez mais presente entre nós. A Semana Aluísio de Almeida, introduzida no calendário cívico da cidade logo depois de sua morte e comemorada sempre nos primeiros dias deste mês de novembro, coincidindo com seu natalício, é um dos marcos, ao lado de outras recordações e da própria obra historiográfica e literária do Padre, dessa preservação da memória perene de Monsenhor Luiz Castanho de Almeida, fazendo eco, aliás, ao próprio lema que e6scolheu ao fundar com um grupo de amigos e como ele estudiosos do passado da cidade, a 3 de março de 1954, o Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba: “Culto da gente e das coisas de Sorocaba para todo o sempre!”.
 
Salutar assim que se continue a perpetuar personalidade de memória tão grata e importante para a nossa Sorocaba. Filho dileto da Igreja e, antes de tudo, sacerdote católico, como também não perdia a oportunidade de ressaltar e sempre deixar bem claro, Monsenhor Luiz Castanho de Almeida é um daqueles que, de geração em geração, temos certeza, permanecerá indelével presente na História de Sorocaba e, por conseguinte, da região, de São Paulo e do Brasil.
 
Santo Aluísio de Almeida, rogai por nós!
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