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<< EDITORIAL Saúde com gestão e responsabilidade

Publicada em 04/11/2016 às 06:11
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Naturalmente, nem todos se lembram, mas, há questão de dois ou três anos, quando a então presidente Dilma Rousseff sancionou a regulamentação de uma emenda constitucional, as despesas da saúde passaram a ser compartilhadas pelo governo federal, no mesmo nível do ano anterior, reajustado pela variação do PIB, pelo governo estadual, na ordem de 12% de seus recursos e pelo governo municipal, na base de 15% de seu orçamento. A novidade naquela ocasião foi a definição mais clara do que seriam os gastos com saúde e, também, do que não poderia ser visto como tal. Por isso, despesas como pagamento de aposentadorias de servidores da área, custeio de restaurantes populares, obras de saneamento, limpeza urbana e coleta de lixo, programas sociais e vários outros não mais puderam figurar entre os dispêndios da saúde, procedimento até então muito frequente por parte de governadores e prefeitos, com o objetivo de burlar a legislação. 
 
Atualmente, como as coisas estão colocadas, com a soma de todas as parcelas dos três entes federados, tudo indica que, de um modo geral, com algumas raras exceções, as verbas da saúde, desde que disponibilizadas corretamente, são suficientes para que os serviços de saúde em todos os municípios possam ser desenvolvidos a contento em benefício da população. Antes de mais nada, em termos de receita e despesa, há que se ter um limite para tudo.              
 
O que não pode é fazer com que os recursos sejam mal-aplicados por gestores de hospitais, policlínicas, Santas Casas e prontos-socorros que não tenham um senso administrativo mais apurado. Quando não se leva em conta modernos conceitos de competitividade e produtividade, as coisas acabam não funcionando bem. Essa é uma observação que merece ser levada em conta por todos, principalmente por aqueles que têm a responsabilidade de gerir os serviços prestados à população. É preciso ficar atento a tudo para que não haja qualquer tipo de gastança desmedida, evitando-se, dessa maneira, que o dinheiro público continue a bater asas sem parar. 
 
Todo mundo sabe que saúde pública sempre é um tema espinhoso, mas para o qual complacência demais nunca pode ser a regra, até porque o atendimento de qualidade aos contribuintes é que deve estar acima de tudo. Muitas vezes não basta apenas ter o serviço em funcionamento. É preciso trabalhar como se deve para que ele possa corresponder às expectativas de todos. É assim que as coisas devem funcionar em benefício de todos.                               
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