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<< ECONOMIA Sorocabanos já pagaram mais de R$ 500 milhões em impostos Os impostos que representam maior parte da arrecadação são ICMS e ISS

Publicada em 25/10/2016 às 05:23
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Apesar da crise, comerciantes apostam nas vendas de fim de ano (Fernando Rezende)
A soma total de impostos pagos pelos sorocabanos é de R$ 578 milhões, de acordo com o impostômetro da Associação Comercial de São Paulo. Neste valor já estão inclusos os impostos federais, estaduais e municipais. Segundo o presidente da Acso em Sorocaba, José Alberto Cépil, para o caixa de qualquer município, os tributos mais importantes, que representam maior parte da arrecadação, são Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Imposto Sobre Serviços (ISS). 
 
“ISS é o que mais se paga, o que significa para a cidade é o ISS, a arrecadação dele é o que mais fica no município”, afirma Cépil. Segundo o presidente, em momentos de instabilidade e desenvolvimento econômico, o valor de tributos tende a ser mais alto pelo volume que é arrecadado para os cofres públicos – maior consumo significa maior arrecadação de impostos. “Como ainda vivemos um período de recessão econômica, o valor pago tende a ser menor. Neste ano, está R$ 920 por sorocabano até o momento; do ano passado para cá, o sorocabano está pagando um valor menor”, diz. 
 
Cépil ressalta que não há como priorizar impostos, e estar em dívida com o poder público não é bom negócio. “As multas e juros pela inadimplência são muito altos. Por outro lado, há impostos que as pessoas pagam e nem sabem, é o caso dos tributos embutidos no custo dos produtos e mercadorias.” Para ficar em dia nas contas, a recomendação do presidente é o planejamento de gastos. “Cada um deve realizar o controle do seu orçamento e definir os gastos em função do que consegue de receita. O ideal é nunca comprometer mais de 30% do orçamento com prestações.”
 
Na visão do economista Marcos Canhada, de uma forma geral, o contribuinte ainda não tem o hábito de observar e acompanhar a quantia que gasta com impostos, e a inserção dessas informações em notas fiscais deve auxiliar e estimular o contribuinte a ficar mais atento para que perceba a intensidade das tributações em cada tipo de produto ou serviço. “Com a chegada do fim do ano, época propícia ao consumo em função das festividades, o consumidor precisa controlar a impulsividade, adequando o consumo à renda, efetivamente disponível”, diz. 
 
Segundo ele, a organização do orçamento familiar está diretamente relacionada ao planejamento. “Planejar as compras, com especial atenção à comparação de preços de bens e serviços similares e substitutos”, explica. “Organizar as receitas com as despesas, não se esquecendo da necessidade vital de reservar uma parte da renda para a poupança é caminho importantíssimo para organizar o orçamento pessoal e familiar.” Canhada alerta para o cuidado com empréstimos submetidos a juros, outro aspecto que precisa ser constantemente ponderado, em busca de tornar o orçamento organizado e sustentável.
 
EXPECTATIVA – A expectativa de vendas para o fim do ano é positiva, segundo comerciantes. Eles esperam manter o comércio em, pelo menos, 15% a mais que o registrado no mesmo período do ano passado. “O movimento caiu agora, mas a gente está com a expectativa sempre acima, porque queremos boas vendas. Acredito que no Natal as pessoas não desistem, por mais que esteja esta situação econômica no País, eles não desistem porque já tive parâmetro no Dia das Crianças”, afirma a gerente de uma loja de artigos em geral, Sabrina Rossi.
 
A gerente espera que as vendas deste ano superem 2015 entre 10% e 15% ou que seja mantida no mesmo parâmetro. “Acho que eles estão meio-assustados, percebo sem ser sazonalidade que cai o movimento, mas vamos ficar na expectativa”, ressalta.
 
Para o gerente de uma loja de sapatos, Alexandre Martins, as expectativas são sempre as melhores embora o movimento não tenha colaborado nos últimos dias. “A gente está fazendo ações que abaixaram os produtos de Inverno para atrair cliente e melhorar as vendas.” Ele acredita que é possível superar 2015 em relação à venda de fim de ano. “A gente espera que tenha crescimento de 15 a 20%, porque no ano passado já foi um pouco abaixo da expectativa; então neste ano tem de ser superado.”
 
DÍVIDAS – Por mais que os comerciantes acreditem nas boas vendas para festas de fim de ano, populares afirmam que pretendem guardar o 13º salário ou quitar as dívidas. A técnica de enfermagem, Camila Ribeiro, afirma que pretende adiantar as contas do ano que vem, e por isso vai guardar o abono. “Quero poupar; no ano que vem vou tentar guardar todo esse dinheiro. Preciso ter mesmo uma reserva para não ficar gastando muito em coisas supérfluas.” O vigilante Airton Almeida também pretende pagar algumas dívidas. “Vou economizar, não vou comprar presente nem viajar neste ano, tenho um planejamento para melhor, e pretendo economizar no ano que vem também.”
 
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