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<< ECONOMIA Região perde 1,6 mil vagas de trabalho, segundo Ciesp

Publicada em 21/10/2016 às 06:36
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O nível de emprego na região, composta por 48 cidades, apresentou resultado negativo em setembro. De acordo com a Pesquisa Nível de Emprego Regional da Indústria (Neri), aplicada pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), a variação ficou em 1,51% negativo, o que representa queda de 1,6 mil postos de trabalho. Em comparação com mesmo período do ano passado, o cenário é inferior, porque o resultado foi 0,92% negativo. 
 
Conforme o estudo, nos últimos 12 meses, o acumulado é de 9,43% negativos, apontando queda de aproximadamente 11.050 postos. No ano, há um acumulado de 5,77% negativos, representando decréscimo de pelo menos 6,5 mil vagas. 
 
Os setores que influenciaram negativamente o índice do nível de emprego em Sorocaba foram os de máquinas e equipamentos, com -11,33%; produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, -6,48%; veículos automotores e autopeças, -0,78%; e produtos de borracha e material plástico, -2,28%. 
 
ESTADO – Já no Estado, o nível de emprego na indústria em setembro recuou 0,51% em relação a agosto, com perda de 11,5 mil vagas. No terceiro trimestre deste ano, a queda acumulada é de 29 mil postos e, no ano, de 86 mil. 
 
Segundo o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudo Econômicos da Fiesp e do Ciesp, Paulo Francini, o ritmo de queda diminui, mas os cortes ainda continuam. “O que se quer é que não haja demissões.” Ele ressalta que a previsão do Departamento é de fechar 2016 com saldo negativo de 165 mil postos. Somando as 235 mil demissões do ano passado, a perda total atingirá 400 mil vagas em dois anos. “É uma tragédia”, diz Francini. “É uma tragédia que não chegou ao fim.” 
 
A perda de postos de trabalho deste ano para setembro só é menor, na série histórica iniciada em 2006, que a de 2015. 
 
SETORES – Dos 22 setores pesquisados, houve decréscimo no nível de emprego em 13; quatro permaneceram estáveis; e cinco apresentaram comportamento positivo. Essa distribuição é diferente da observada em 2015, quando os setores negativos foram 19; os positivos, dois; e um apresentou estabilidade. 
 
De acordo com Francini, não há nenhum setor que se destaque. A queda acumulada do PIB brasileiro, de cerca de 8% entre 2015 e 2016, é semelhante à que ocorre em países em guerra, diz o diretor do Departamento. “E num país em guerra, quem mais sofre é a sociedade.” 
 
Em valores absolutos, o setor de veículos automotores, reboques e carrocerias foi o que mais demitiu em setembro, registrando saldo negativo de 3.108 vagas; em máquinas e equipamentos, o corte foi de 2.714 postos. Entre os setores que tiveram mais contratações que demissões, o primeiro é o de produtos minerais não metálicos, ficando em 174 vagas. 
 
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