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<< ECONOMIA Agências ficam lotadas no primeiro dia após fim da greve dos bancários Com as 96 agências abertas, filas foram impulsionadas por pessoas em busca de saques do FGTS

Publicada em 08/10/2016 às 07:41
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(Fernando Rezende)
Depois de 31 dias de greve, as 96 agências bancárias da cidade voltaram a funcionar nesta sexta-feira (7) com filas e demora no atendimento. Com os bancos lotados, sorocabanos tiveram de exercitar a paciência e esperar para a prestação de alguns serviços bancários, como abertura e movimentação de contas, pagamentos de boletos e saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
 
As agências da Caixa Econômica Federal foram as que ficaram mais lotadas, já que são responsáveis pela concessão do FGTS a recém-desempregados. Dayane de Souza, 24 anos, esperava há mais de uma hora para conseguir ultrapassar a porta giratória e dar entrada no benefício. “Fui demitida no fim de agosto, e só vou conseguir receber hoje”, disse a dona de casa. Também demitida no fim do mesmo mês, Camila Monique, 23 anos, estava menos tempo esperando – cerca de 20 minutos –, mas já tinha certeza de que teria de passar mais tempo na agência. “Está bem cheio aqui”, relatou.
 
Também em uma agência da Caixa, a dona de casa Flaviana Aparecida Tomaz, 31 anos, pretendia sacar dinheiro na boca do caixa e renovar um boleto do Programa "Minha Casa, Minha Vida", que ficou atrasado durante a greve. “Tenho de fazer tudo isso lá dentro, e vou ter de pagar juros do boleto”, reclamava. Em uma agência do Bradesco, o estudante Humberto Moreira Del Bianco, 24 anos, contou que estava com a senha para o atendimento do gerente há quase duas horas. “Peguei a senha de número 5.067 e ainda está no 5.043”, afirmou.
 
ACORDO BIANUAL – De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Sorocaba e Região, Júlio César Machado, embora o resultado do acordo com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) esteja longe do ideal, a negociação de quinta-feira (6) marca uma importante evolução para a categoria, por ter abrangência bianual. 
 
“Eles já se comprometeram a pagar no próximo ano o valor da inflação acumulada mais 1% de ganho real”, explicou. Machado comemorou o acordo pelo fato de a medida abrir espaço para a discussão de outras reivindicações dos trabalhadores, que eram ofuscadas pela cláusula econômica. “Agora, a gente pode discutir melhor a questão de terceirização, as metas e a renovação do emprego”, explicou.
 
Ainda segundo Machado, o acordo, válido por dois anos, inédito, prevê 8% de reajuste no salário em 2016, mais abono de R$ 3,5 mil. No vale-alimentação, o reajuste proposto é de 15%, indo para R$ 480 mensais, enquanto o vale-refeição sobe 10%, passando para R$ 32 mensais. O auxílio-creche/babá também será reajustado em 10%, ficando em R$ 390 para crianças de até 72 semanas e R$ 329 para crianças de até 86 semanas. Os bancários também conseguiram o aumento da licença paternidade de cinco para 20 dias e abono dos 31 dias parados.
 
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