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<< ECONOMIA Leite e feijão continuam a pressionar os preços De janeiro a agosto, inflação registrada nas prateleiras dos supermercados teve alta de 9,36%

Publicada em 30/09/2016 às 00:24
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(Fernando Rezende)
Mais uma vez o leite e o feijão, itens comuns na mesa do brasileiro, pressionam a inflação nos supermercados que, de acordo com o Índice de Preços dos Supermercados (IPS), calculado pela APAS/FIPE, apresentou em agosto alta de 0,73%. No acumulado de janeiro a agosto houve alta de 9,36%. Em 12 meses, a alta nos preços dos supermercados atingiu 14,96%. A título de comparação com 2015, a inflação em 12 meses em agosto de 2015 foi de 9,20%.
 
Os preços se mantiveram altos no período devido aos produtos industrializados e da constante alta do feijão e do leite. Os motivos estão relacionados com a pressão sobre os custos de produção e problemas climáticos, que afetam a disponibilidade e a oferta de produtos. Os industrializados apresentaram alta de 1,75%. A variação se deve, principalmente, à alta nos preços dos derivados do leite (4,99%). Eles sofrem reajustes de preços devido ao próprio preço do leite, que tem menor oferta e disponibilidade no mercado interno. Em 12 meses, os produtos industrializados subiram 15,41% e no acumulado 10,21%.
 
A alta em semielaborados (carnes, leite e cereais) foi de 0,23%, com destaque para o leite (2,03%). Esta alta está relacionada a alguns fatores conjuntos, como questões climáticas - com menos chuvas, as pastagens ficam mais secas; com o frio mais intenso, o pasto também é prejudicado, o que acarreta em quantidade menor de alimentação para os animais e impacta a produção do leite -; pastagens de menor qualidade – o produtor de leite necessita complementar a alimentação dos animais com ração, que é composta basicamente de soja e milho (dois itens cujos preços subiram – e encarecimento da produção - alguns produtores optaram pelo abate de vacas para garantir ganhos e, assim, manter a rentabilidade de sua produção, o que causou uma redução da oferta do produto e, consequentemente, alta nos preços do leite.  No acumulado de janeiro a agosto, a alta no preço do leite foi de 58,94% e, em 12 meses, de 49,36%. Em 12 meses, a elevação nos preços dos produtos semielaborados foi de 19,40%, e, no acumulado, subiu 13,09%.
 
IN NATURA - Os preços dos In Natura, por sua vez, caíram 1,97%. O destaque são os tubérculos (-14,21%) diante da retração nos preços da cebola (-23,89%) e da batata (-15,79%). Esta redução dos preços tem relação direta com maior disponibilidade do produto, diante da colheita de safra que elevou a oferta no mercado interno. 
 
Já os legumes tiveram retração nos preços de 5,60%, impulsionados pela queda do preço da cenoura (-7,00%) e do pimentão (-17,60%). Em 12 meses, a alta dos preços nos In Natura foi de 11,62%. No acumulado, a alta foi de 5,21%. As altas expressivas verificadas ao longo do primeiro semestre já apontam desaceleração e, em alguns casos, redução dos preços devido à maior disponibilidade dos tubérculos, legumes e verduras.
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