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<< EDITORIAL O processo de reconstrução

Publicada em 28/09/2016 às 00:34
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A política vai de mal a pior, a violência e a criminalidade avançam, a economia enfrenta transtornos e exclui muita gente do potencial do País, os escândalos não param, o atendimento à saúde é precário e o desemprego é uma séria ameaça a todos os brasileiros. O Brasil vive um momento singular, uma espécie de transição que causa angústia e torna o futuro imprevisível, em especial para as camadas mais pobres da população. É claro que de imediato não se pode esperar muito do presidente Michel Temer, mas o fato é que o País precisa sair do lugar comum o quanto antes. Da mesma forma, os políticos que agora viraram oposição ao governo precisam se conscientizar de que não adianta jogar lenha na fogueira com afirmações de que Temer pretende acabar com muitas conquistas sociais. O caminho do bom senso é que deve prevalecer em benefício de todos os brasileiros.
 
Nem é preciso dizer que o cenário de desencanto que tomou conta do País nos últimos anos continua influindo de maneira negativa na possibilidade de se vislumbrar a construção de uma sociedade mais fraterna, menos desigual e capaz de resolver conflitos mediante mecanismos da democracia. Com tudo o que está acontecendo no mundo, percebe-se que, embora timidamente, o Brasil vai vivendo a fase inicial de um processo de reconstrução e que tudo tem a ver com o bem-estar de seus quase 207 milhões de habitantes. Aquilo que se fizer no sentido de abrandar as dificuldades que a população enfrenta em todos os segmentos não pode ficar para depois, sob pena de se detectar uma conspiração tenebrosa contra todos, com exceção, é evidente, dos privilegiados de sempre. Tudo deve ser pensado, elaborado e colocado em prática a partir do paradigma da dignidade humana e da solidariedade, pois a cobiça e o individualismo unilateral, características dos últimos tempos, nunca deixaram de caminhar para lugar nenhum em prejuízo da Nação.             
 
Em tais circunstâncias, deve-se levar a sério o rompimento da lógica das desigualdades. Entre outros pontos que devem ser atacados, como sustentam os analistas e estudiosos, figuram com destaque a questão da excessiva carga tributária, da corrupção sem limites, da impunidade criminosa e da falta de ética no âmbito político-administrativo.                 
 
Temos dito com frequência que, antes de mais nada, é preciso introduzir o  interesse pelo ser humano na tributação brasileira, isto para evitar que os mais vulneráveis continuem levando a pior. Trata-se de uma medida justa, levando-se em conta, principalmente, que todos devem ter acesso ao ensino, à saúde, ao emprego e à segurança. Não se pode, simplesmente, querer arrecadar mais e mais em cima de algo que é um direito de todas as pessoas. É preciso abraçar a causa da reformulação dos costumes políticos e econômicos, considerando-se, antes de mais nada, os interesses da população brasileira. 
 
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