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Diário de Sorocaba

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<< SAÚDE 'Dia D' de Multivacinação foca crianças e adolescentes A campanha começou na segunda-feira passada (19) e segue até 30 deste mês

Publicada em 25/09/2016 às 08:01
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(Fernando Rezende)
Com a presença do personagem Zé Gotinha, todas as 31 Unidades Básicas de Saúde (UBS) estiveram com as portas abertas para receber crianças e adolescentes até 15 anos para o “Dia D” da Campanha Nacional de Multivacinação. A campanha, promovida pelo Ministério de Saúde, em parceria com a Secretaria da Saúde (SES), por meio da Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE), é caracterizada com uma ação preventiva contra doenças imunopreveníveis. 
 
Segundo a chefe do DVE, Renata Guida Caldeira, a campanha - que começou na segunda-feira passada (19) e prossegue até o dia 30 de setembro – visa trazer crianças de 0 a 5 anos e de 9 a 15 anos para tomar as vacinas que faltam na caderneta de vacinação. “O objetivo é convocar pais e responsáveis para que tragam a criança munida da carteira de vacinação para conferência. Caso haja alguma vacina em atraso, ela será aplicada no momento da verificação”, afirma. 
 
Ao todo, as UBSs vão aplicar durante a campanha doses contra BCG (tuberculose), Poliomielite, Pentavalente (Difteria, Tétano, Coqueluche, Hepatite B e Haemophilus Influenzae tipo B), Rotavírus, Pneumocócica 10, Meningocócica C, Febre Amarela, Hepatite A, Varicela, SCR (Sarampo, Caxumba e Rubéola), HPV (para as meninas) e DT (Difteria e Tétano) para o público de 9 anos a menores de 15.
 
Renata também explica que, pelo fato de esta ser a primeira campanha de Multivacinação, não há metas estabelecidas para este ano. “Nunca foi feita uma campanha desta e é só a verificação de caderneta.” No entanto, ela aponta a imunização, que deve ser mais procurada. “A vacina mais aplicada nesta faixa etária [de 9 a menores de 15 anos] é a de HPV, que é uma vacina nova e não estava ainda muito incorporada, então as mães estão vindo trazer as meninas para tomarem.”
 
Alegre e sem medo da vacina, a pequena Giovana Vitória, 4 anos, nem parecia que estava no médico. Na UBS da Vila Sábia, a menina brincou com os personagens de Zé Gotinha e Maria Gotinha, conversou com funcionários e até incentivou outras crianças menos corajosas a não terem medo da imunização. A mãe, Camila Alves Aparecida, 28 anos, conta que só faltava a vacina de Poliomielite para a filha. “Ela, às vezes, chora, mas é supertranquila”, relata a mãe, poucos minutos antes de a filha tomar a vacina e sair dizendo que a gotinha “era gostosa”. 
 
MUDANÇAS NO CALENDÁRIO - Em janeiro deste ano, o Ministério da Saúde alterou o esquema vacinal de quatro vacinas: poliomielite, HPV, meningocócica C (conjugada) e pneumocócica 10 valente. A imunização contra a poliomielite passou a ter três doses da vacina injetável (2, 4 e 6 meses) e mais duas doses de reforço com a vacina oral. Até 2015, o esquema era de duas doses injetáveis e três orais.
 
Já a vacinação contra o HPV passou de três para duas doses, com intervalo de seis meses entre elas para meninas saudáveis de 9 a 14 anos. Meninas de 9 a 26 anos que vivem com HIV devem continuar recebendo o esquema de três doses.
 
No caso da meningocócica C, o reforço, que era administrado aos 15 meses, passou a ser feito preferencialmente aos 12 meses, podendo ser feito até os 4 anos. As primeiras duas doses continuam sendo dadas aos 3 e 5 meses.
 
A pneumocócica teve redução de uma dose e passou a ser administrada em duas (2 e 4 meses), com um reforço preferencialmente aos 12 meses, mas que pode ser recebido até os 4 anos.
 
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