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<< POLÍTICA Lula diz que é 'cidadão indignado com coisas que estão acontecendo neste País'

Publicada em 15/09/2016 às 16:52
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O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva disse, em pronunciamento nesta quinta-feira (15) sobre as denúncias apresentadas contra ele pelo Ministério Público na Lava-Jato, que estava fazendo uma declaração como "um cidadão indignado com as coisas que aconteceram e estão acontecendo neste País". 
 
Antes de começar sua defesa, o Lula fez uma ironia, dizendo que não faria um show de pirotecnia como a força-tarefa da Lava-Jato na quarta-feira (14). "Não quero me comportar como um ex-presidente da República, como um cara perseguido, como se estivesse reivindicando algum favor." 
 
Ele agradeceu os advogados pela defesa "competente e espetacular" que estão fazendo e disse que não tinha levado sua esposa, Marisa Letícia, também denunciada pela Lava-Jato, porque ela tinha ficado em casa "almoçando com os filhos". "Neste País penso que não há alguém com a vida pública mais fiscalizada do que a minha, desde os tempos em que era membro do sindicato, nas assembleias, nas greves, quando Murillo Macedo (ex-ministro do Trabalho) resolveu investigar as greves do nosso sindicato." 
 
O ex-presidente da República falou ainda sobre o passado na vida sindical e alegou de que era um espaço muito limitado para a sua atuação, pois queria olhar mais para a cidade, para o País, por isso decidiu criar um partido político. "Tenho orgulho de ter criado o mais importante partido de esquerda da América Latina." No pronunciamento, o petista disse que renovação e alternância de poder faz muito bem à democracia. 
 
Dilma
 
Lula disse que tinha como "quase profissão de fé não errar" quando assumiu a Presidência da República em 2003 e que foi vítima da mesma tentativa que tirou sua sucessora, Dilma Rousseff, do poder.
 
Fazendo um relato histórico sobre o período que tentou, como metalúrgico, chegar à Presidência, ele falou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e a oposição sempre acreditavam no fracasso do PT no governo. "Eu digo que o FHC naquela ocasião (nas eleições de 2002), preferia mais que eu ganhasse do que o Serra (José Serra, então candidato pelo PSDB). A tese dele era que o operário vai ganhar, vai ser um fracasso absoluto vai gritar: 'volta, volta'", afirmou Lula.
 
O ex-presidente da República também falou que tentaram fazer com ele, em 2005, o que fizeram com Dilma Rousseff em 2016, ao tirá-la do comando do País. "Quando começamos a dar certo na Presidência tentaram fazer o que fizeram em 2005 com a Dilma agora, com o tratamento de uma parcela da mídia brasileira e uma parcela no judiciário", falou.
 
Ele também disse que sofreu muito preconceito com a ideia de se criar o PT. "Os trabalhadores até tinham medo da gente, porque os que nos atacam hoje falavam que eu era comunista." (Conteúdo Estadão)
 
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